Sempre tento escrever as coisas de uma forma diferente por aqui, mas não adianta. Quando se escreve sobre uma vitória do Grêmio sobre o Juventude a gente se sente na pele do repórter que faz aquelas matérias sobre o primeiro nascimento do ano. Todo ano. Não há o que escrever de novo. É uma questão de apenas informar o placar do jogo e no segundo caso, quantos kilos teve o bacuri.
Como foi falado no post anterior, foi o jogo para o Grêmio embalar. Providencial rotina. Se tudo der certo no final desta rodada, ficamos em oitavo lugar na classificação. Uma fase boa para enfrentar o Atlético Mineiro no sábado, este sim, o adversário mais difícil desde que estreamos de fato no campeonato.
Se o ataque improvisado mais uma vez não correspondeu, temos Diego Souza. No primeiro gol, o zagueiro da filial segurou a camisa do Diego na intermediária e não largou até que tivesse certeza que o juiz marcaria a falta, o que só aconteceu dentro da área. Gol do Diego de pênalti.
No segundo tempo, Schiavi, que mais uma vez deixou muito corneteiro sem assunto para hoje, viu o Diego do campo de defesa e mandou pra ele lá no ataque, os zagueiros ficaram discutindo a melhor safra da uva e bucha. Mais um gol do Diego Souza.
Aí o William, como se já não tivesse fazendo sua parte muito bem como de praxe, resolveu também dar sua contribuição ao ataque. Pegou a sobra no escanteio marcou o terceiro. No final, um gol da filial. Para o uniforme novo aparecer no Globo Esporte.
Para terminar, um destaque da partida que estranhei não ser comentado nos noticiários de hoje pelo que jogou: Bruno Telles, que já tinha jogado bem no Grenal, voltou da suspensão mostrando que se perdermos o Lucio para o Herta, temos opção em casa.
Nesta terça-feira o Juventude pretende estrear o seu novo uniforme contra o Grêmio no Olímpico. Nada mais coerente a filial vir pedir aprovação à matriz. É assim que se faz. Mas que ninguém espere facilidade deles hoje a noite. o Juventude também está organizando o time no campeonato, vem mordido e ameaçado pela zona de rebaixamento. Ah, e o André não está mais no gol.
Quem mora em Porto Alegre e região metropolitana não tem desculpas para ficar em casa hoje a noite. É um clássico gaúcho (ainda que eu não tenha me acostumado com a idéia chamar um jogo entre duas equipes de cidades diferentes de clássico), é início de mês, 20h30min é o horário ideal e é um momento perfeito para o time embalar de vez no campeonato.
O time que vai a campo é o mesmo que venceu o Grenal, com Lucio no meio e voltando Schiavi e Bruno Telles no lugar de Pereira e Thiego, que até foram bem contra o Santos. Particularmente, acho até que o Mano poderia dar mais este jogo para o Thiego. Nada contra o Bruno, mas para dar uma moral para um júnior que entrou numa fogueira e se saiu bem. Kelly não sai jogando, como chegou a se cogitar, mas deve entrar no decorrer da partida ao natural, portanto, para quem for ao jogo e ainda não aprendeu: sem essa de ficar pedindo jogador durante o jogo.
Ingressos à venda nas bilheterias do Olímpico, nas lojas Multisom da Esquina Democrática e do Shopping Total e na Mazaropi Sports em Sapucaia do Sul. Valores aqui. Não sei quantos ingressos serão destinados à torcida do Juventude, mas por mim, depois da atitude chinela que a diretoria do Juventude teve na final do Gauchão e levando em conta o tamanho proporcional das torcidas, acho que seis ou sete ficaria justo.
O Grêmio apresentou agora pela manhã o lateral-direito Bustos, contratado por empréstimo ao Cucuta, até o final do ano. Grande contratação, lateral que gosta de atacar, pode atuar como volante e tem a manha nas cobranças de falta. Não se sabe maiores detalhes das negociações, mas espero que a direção já tenha deixado uma carta na manga para uma eventual contratação em definitivo. Lateral-direito está muito difícil no mercado. O Cucuta até queria vendê-lo a todo pano. O Grêmio que bateu o pé para trazê-lo por empréstimo. Corremos o risco de perdê-lo para a Europa ao final do contrato, é verdade. Mas não acho tão ruim a vinda do Bustos em versão shareware. Deve haver algo amarrado sim, passe fixado, prioridade na compra. Além do mais, tem ainda tem três itens na lista de compras e não sei como está o caixa. Mas acho que esse empréstimo poderia ter sido por um ano pelo menos até porque ele só vai poder jogar em agosto. De qualquer forma, gol da direção. De falta no ângulo.
Ficha: Nome: Rubén Dario Bustos Torres Posição: Lateral-direito Nascimento: 28.08.1981 Local: Villa Rosário – Colômbia Peso: 72 Kg Altura: 1,71m
Clubes: América de Cali (de 1998 a 2006) , Atlético Nacional de Medellín (2004) e Cúcuta (2007)
Seleção: Sub-17, Sub-20, Sub-21 e Sub-23. Seleção principal em 2004.
Principais conquistas: Campeão da Copa Merconorte 1999 (América de Cali) , Campeão da Colômbia 2000, 2001 e 2002 (América de Cali), Campeão do Torneio de Toulon na França 2001 (Seleção Sub-20).
Nenhum torcedor seja de qualquer clube, considera um empate na Vila Belmiro um mal resultado. Ainda mais quando se vai pra lá tão desfalcado como fomos hoje. Mas quem assistiu a partida, a idéia de que ficaram por lá dois pontos importantes fica martelando na cabeça. Só não deu a impressão de que o Grêmio jogava em casa devido ao silêncio no estádio, o que nunca acontece no Olímpico. O domínio do jogo foi total, do ínicio ao fim, o meio de campo ganhava todas, principalmente com Sandro e Gavilán, na defesa, o Pereirão nem deu tempo para o William se atucanar por ter o terceiro companheiro diferente em três jogos.
O problema que fez o ponto positivo parecer dois pontos perdidos, foi o ataque. O Ramon e o Everton não levaram muito perigo para o Fábio Costa. No primeiro tempo as chances mais claras foram através de um balaço do Sandro e um cabeceio do Willian, não muito forte, quase despretensioso, mas no lugar certo, que o Fabio costa salvou no susto.
No segundo tempo, Sandro, que estava agüentando no osso uma gripe, deu lugar ao Edmilson, que segurou bem as pontas na contenção, mas não ajudou muito na criação, o jogo ficou morno. Com tudo controlado, aos 30 minutos Mano deu a última cartada para tentar de vez o crime na Vila Belmiro. Colocou o Kelly no lugar do Gavillán, o tão esperado e já quase lendário meia criou um correrio no ataque gremista, mas o time não soube aproveitar este momento, desperdiçando várias chances de gol, com Everton, Diego Souza e o próprio Kelly.
Com a movimentação de hoje, era um jogo para o Carlos Eduardo destruir, e pela capacidade de criação que o time teve, até arrisco dizer que era também a chance do Tuta descontar o que está devendo. Em vários momentos o Lúcio e o Diego avançavam em velocidade e quando chegavam na área procuravam uma referência e não achavam, acabavam, tendo que dar um toque a mais e a jogada morria.
Precisamos do tal atacante “bala” que o Pelaipe está buscando logo. Essa demora só angustia mais, justamente porque que as coisas estão dando certo. Não vejo nenhum grande adversário para o Grêmio neste Brasileiro até o momento e ninguém disparou enquanto estávamos com a cabeça na Libertadores.
Mas se o atacante ainda é um mistério, a lateral não é mais. No final do jogo a direção confirmou a contratação do Bustos, baita lateral e ótimo cobrador de faltas. Sorondo é um mistério, com ele, seriam cinco estrangeiros no grupo. Vai sobrar para o Schiavi. Mas mesmo assim, seriam quatro gringos para três vagas. O Mano vai virar especialista em quebra-cabeças.
Há uma mobilização bélica na Vila Belmiro para o jogo contra o Grêmio. Como já é histórico, o tricolor segue criando desafetos por aí, com essa mania de surpreender adversários superiores em folha de pagamento na base da raça, coração e torcida. Pois enquanto tínhamos outras coisas para se preocupar, os santistas ficaram quase um mês se remoendo por terem perdido a vaga na final da Libertadores no saldo qualificado para um time sem medalhões. O Grêmio os machucou por dentro. E doeu. Agora, toda esta dor virou em mobilização para o jogo deste sábado. Uma guerra não declarada, mas visível, apesar das declarações “não, quié isso, capaz” dos jogadores do Santos. Para se ter noção do tamanho desta mobilização: O presidente do Santos resolveu recorrer suspensão imposta pelo STJD de atuar uma partida sem público exatamente para ter torcida no jogo contra o Grêmio. O mais engraçado disto é a alegação do Santos para obter o efeito suspensivo: Nenhuma. Simplesmente enviou um oficio dizendo que teria como provar que o sapato atirado em campo não veio da sua torcida e era isso. O presidente do STJD embarcou nessa. Mais, o Santos corre o risco de ter a pena aumentada por ter recorrido e mesmo assim o fez, ou seja, preferem ter que disputar dois ou mais jogos com portões fechados contra qualquer adversário do que apenas um contra o Grêmio. A Vila deve lotar, o que só acontece quando se trata de um clássico paulista ou um jogo contra nós. Para quem encarou uma Bomboneira recentemente e não se intimidou, só tendo perdido o jogo por outros fatores que não a torcida e recuperou a confiança em um Grenal fora, casa cheia não é problema. O problema, e que problema, são os desfalques: sete certos e mais três dúvidas surgidas esta semana. Porém, o clima de revanche é todo deles, para o Grêmio, apenas mais um jogo do Brasileirão, mas claro, tão importante quanto os outros. Ainda mais para quem tem que correr atrás dos pontos perdidos pelos reservas. Mas para nós gremistas, que pela nossa história, sabemos que tudo é sempre difícil e conquistado no peitaço, sem a ajuda das “forças ocultas”, todo jogo é uma batalha. Essa é só mais uma.
O mais odiado do Brasil. O mais amado do Rio Grande.
Ver o Andershow com a amarelinha foi a única coisa que me manteve acordado ontem a noite. O guri tem que ser titular logo dessa seleção, depois, não tiram mais o lugar dele. Jogou um bolão. Mas eu queria um gol, só pra ver o comentário do guri no final do jogo, naquele jeito dele, de quem sabe que joga bola: “peguei a bola fui pra área... passei pelo primeiro.... pelo segundo... o goleiro saiu... toquei no canto e parti pro abraço”.
Cheeega sábado! Que nhaca. Cada dia aparecem mais dúvidas para o jogo com o Santos. Ontem foi a vez do Sandro e do Douglas, gripados. Já eram sete fora. Perder mais dois por gripe é demais. Minha vó mandou dizer pra deixarem uma cabeça de alho na cachaça, emborcar e ir pro jogo.
O Eduardo Costa anunciou que por ele “voltava correndo pro Grêmio”. O pai dele disse que o Grêmio já tinha entrado em contato. Tudo beleza, até o Toulouse da França entrar na briga. A concorrência é grande, tanto que o São Paulo tentou dar sua tradicional “atravessada”, mas já caiu fora. O Eduardo é daquelas contratações pontuais que o Mano se refere, uma luva no lugar do Lucas. Pô Eduardo! O que é o Toulouse?
Foi do Lúcio o Gol da Rodada no Brasileirão. O Índio e o Ceará estão até agora procurando por ele no Beira-Rio. Não me lembro de outra votação desta com dois do mesmo time concorrendo. A bucha do Diego Souza ficou em segundo. Veja o Raio-X do Lucio.
Ainda sobre o Domingo. Apareceu uma musiquinha, no melhor estilo Falcão, contando a história do último clássico. Tocou na Ipanema, mas já caiu na net:
Se o Player não aparecer aí em cima clique aqui para ouvir. Update: Link para Download “I’m not colorado no” foi ótimo.
Me surpreendi com a estréia do blog. Participação massiva nos comentários. Como escreveu o camarada Bruno no primeiro post: “parabéns pela escolha, apesar de não conhecer o trabalho de Cristian Bonatto até o momento, já posso tirar boas impressões.” Isto não é um trabalho e realmente não é um blog de algum jornalista renomado, de ex-jogador de futebol, comentarista. É de um cara que pisa no chão molhado dos banheiros do Olímpico, se espreme pra pegar uma ceva na copa (quando sobra alguma) e luta pra se emburacar num ônibus na saída como a maioria. Por isso mesmo é mais legal ainda ver a galera copando o blog e participando.
Andei passeando pelos outros “blogs do torcedor” e pude constatar que o Blog do Grêmio é disparado o mais comentado entre os blogs que foram lançados ao mesmo tempo esta semana (Times do sul e Minas). O levantamento é do início da tarde de hoje e mostrava o seguinte: Grêmio – 202 comentários, Inter – 120, Atlético MG – 102, Paraná – 59, Cruzeiro – 58, Atlético PR – 47, Figueirense – 34 e Juventude – 18. Uma passada rápida pelos que já existem a mais tempo indica também que temos mais comentários em dois dias do que os Blogs de São Paulo, Corinthians e Palmeiras desde que começaram, a 10 dias.
Isso é só um reflexo do que é a torcida do Grêmio, grandiosa e participativa. Se obriga os adversários a restringirem sua entrada porque acaba dominando seus estádios, porquê não faria o mesmo com um simples blog?
O Benfica parece estar disposto a trocar o Diego Souza (atualmente emprestado até o final do ano) pelo goleiro Cássio. Ta aí um momento em que eu não queria estar na pele de dirigente, até imagino uma reunião sobre o assunto entre o Odone e o Pelaipe no seu novo estilo depois de declarar estar atrás de um atacante “bala”.
Odone na sala presidencial, assistindo a uma edição dos melhores momentos de seus depoimentos em “A Batalha dos Aflitos”. Batem na porta. É o Pelaipe. - Entra! - Fala meu presidente! E essa gravata nova? Bala. - Anda malandro hein Pelaipe? Senta aí. - Seguinte presidente. Os portuga estão querendo levar o Cássio. Estão dispostos a colocar o Diego no esquema, será que é jogo? Odone se ajeita na cadeira, coça a barba, fecha o Media Player e olha para o Pelaipe: - O Diego foi um achado nosso. Não demorou pra mostrar jogo, se encaixou certinho no esquema do Mano. Mas trocar pelo Cássio? Eu queria ver esse guri de titular algum dia ainda. Que situação. - Podicrê Odone, só que o guri tá de quarto goleiro, É embaçado, vão crescer o olho pra cima dele lá no Canadá e temos o Saja aí que manja dos esquema de goleira. - Mas vai ser difícil renovar com o Saja viu? Ele ainda é ídolo no San Lorenzo e mal ele veio pra cá já estavam pedindo ele de volta por lá. Além do mais o Cássio já provou que é tão bom, ou melhor que o Saja. - Tô ligado Odone... - Mas por outro lado, Pelaipe, não estamos tendo muita sorte em segurar os emprestados que acabam dando bons resultados, como o Hugo, por exemplo. O Rafinha, o Herrera e o Maidana hoje seriam muito úteis também. Outra ajeitada na cadeira e continua: - Mas liberar o Cássio, eu esperava nele um novo Danrlei. - Bah presidente! Se pá vai rolar é um novo Andrei se ele não for aproveitado. E ainda tem o Galatto e o Marcelo in tha house. - Pois é. Difícil decisão. Chama o Mano. Não adianta pensar sem saber o que ele acha. - Qual mano presidente? - O Menezes né Pelaipe! - Ah sim. Bala.
Isto é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
A estréia no Brasileirão só aconteceu de fato no domingo e mesmo assim com muitos desfalques. Para o próximo jogo contra o Santos, será pior ainda, com os substitutos sendo substituídos por mais substitutos. A cozinha do Mano tá ficando com as prateleiras vazias, mas o Pelaipe já pegou a listinha e foi para o mercado. o Bustos tava num preço bom na sessão de laterais, grátis um batedor de faltas. Pelaipe colocou no carrinho e só falta passar no caixa. Na sessão de zagueiros o Sorondo estava com uma cara boa, dentro da validade e tal, mas o preço tá meio fora do orçamento doméstico. Além disso, o Grêmio já tem muito produto importado em casa, mesmo se desfazendo de um deles. O gasto extra parece que vai ser em um atacante, neste ítem bem grifado e sublinhado na lista do Mano, se admite gastar mais. Ficamos olho nas compras e na cozinha do Mano Menezes, já que estamos com uma larica desgraçada de título.
Mas eu gostei da frase do pelaipe na Radio Gaúcha:
"Vamos trazer um atacante bala para o segundo semestre”.
“Deixem que eles falem por aí, de BOCA em BOCA Pois a nossa fibra e nossa garra não morreu E ninguém pisa em nosso pala Quem consente é certamente, porque a fibra já perdeu”
Luis Marenco “De Boca em Boca”
A ressurreição do Imortal, sem redundância
“O Boca matou o imortal, domingo só vamos enterrá-lo no Beira-Rio”. Essa era uma das dezenas de piadinhas que ouvimos desde que deixamos de ganhar a Libertadores na quarta feira (sim “deixamos de ganhar” pois prá mim, “perdeu” a Libertadores, quem a possuía).
Mas não é que prepararam todo o enterro do imortal, distríbuiram minguados convites para os familiares do “falecido”, já estavam bebendo o morto e quando menos esperavam, num piscar de olhos o morto não estava mais no caixão? O imortal havia ressuscitado. Dentro da casa do inimigo que ousara zombar e tentar desmitificar sua imortalidade.
O desrespeito já havia começado quando a diretoria do Inter, passando por cima do Regulamento Geral das Competições da CBF, resolveu destinar apenas 2000 ingressos para a torcida do Grêmio ao invés de no mínimo 10% como a lei exige. A desculpa variava: presença massiva dos sócios (???) ou a violência. Na verdade o medo maior era a eminência de se repetir o que aconteceu nos últimos Grenais no Beira-Rio: a torcida do Grêmio, mesmo com presença restringida a 10% do público, cantar mais alto que a torcida do Inter na casa do adversário. Aliás, nada de original nisso, o Juventude e o Santos usaram a mesma tática.
Antes do jogo, os palpites colorados não baixavam de 3x0, a imortalidade tricolor era desdenhada, ridicularizada. Minimizada a um mito criado pelo Grêmio e que a imprensa engoliu. Máscaras do Riquelme, camisas e faixas do Boca. Tradicionais símbolos da eterna crise de identidade de uma torcida. Um turista siberiano por exemplo, nunca imaginaria que aquela torcida havia sido eliminada da Libertadores e do Gauchão sempre na primeira fase, tamanho o refestelamento.
Mas na hora do vamos ver, no momento onde se separam homens de crianças, imortais de mortais, deu a lógica: o segundo colocado na Libertadores ganhou fácil de um dos times que não passaram da primeira fase. O Grêmio passeou em campo. O Saja assistiu o jogo sem pagar ingresso. Schiavi, a quem iriam jogar em suas falhas, anulou todas as jogadas do Inter (detalhe: sem ser expulso). Isso que era um mistão do Grêmio, com destaque para Lucio e Diego Souza e sem muito trabalho para os demais.
Além de colocar as coisas nos seus devidos lugares. Foi também um jogo providencial. Para ratificar um Gauchão que vencemos sem passar por um Grenal, por culpa do Veranópolis.
Mas o lance mais emblemático do que foi esse Grenal não foi nenhuma das buchas do Lucio ou do Diego. Foi de quem? Claro, Sandro Goiano. E ele não precisou fazer nada na verdade. O Alex que resolveu dar uma “empinada” na eminente chegada dele. Não sei de nada, tire suas próprias conclusões:
Cristian Bonatto, gaúcho de Sapucaia do Sul. Acadêmico de Publicidade e Propaganda na Unisinos, tendo atuado na Área de Criação do Grupo Sinos, House de Marketing das Ferramentas Gerais S/A e na Agência Inside Direct. Em 29 anos de gremismo percorreu boa parte dos rincões gaúchos, brasileiros e sulamericanos com o Grêmio onde o Grêmio estivesse. É um dos milhares de sócios tricolores que preferem entrar pelo portão 10 da Geral, alentando incondicionalmente o imortal.