Levando em conta simplesmente o retrospecto do Grêmio em Goiás e a tabela de classificação, onde avançamos três posições, o empate no Serra Dourada seria um bom resultado. Seria, se não tivesse sido um jogo tão na mão para trazer os três pontos. Se não trouxemos, 20% se deve as várias oportunidades desperdiçadas e 80% pela atuação do personagem que destacarei abaixo (pois ele adora ser destaque). Para um time tão descaracterizado, onde no intervalo Tcheco saiu desabafando que não conseguia saber onde estava o time sem ter que parar a jogada e olhar, o Grêmio até que conseguiu chegar bastante no ataque, principalmente no segundo tempo, com a ajuda da torcida do Goiás (Ô torcida que joga contra time aquela).
O jogo teve dois destaques que foram decisivos para o resultado. Um que deve sempre aparecer mesmo e outro que não deveria, mas está sempre aparecendo:
Rolando Schiavi A verdade é que o magrão nunca foi mais nem menos que Willian e Teco. É um zagueiro que sabe dar o bote na hora certa, mas faltava se posicionar em campo da forma certa para enfrentar atacantes brasileiros. Schiavi se atrapalhou nisso no começo, perdia na corrida, dava botes que na argentina ou na Europa não seriam consideradas falta, mas aqui são, e de cartão. Schiavi é um cara que não gosta de falar com a imprensa. Já era assim na argentina, é o jeito dele. Mas a imprensa acha que jogador tem obrigação de dar entrevista e fez beiço pra ele, muito repórter e comentarista começou a ter má vontade com o gringo, destacar umas falhas, criar outras e não enxergar quando a atuação era satisfatória. Os corneteiros foram atrás. O banco fez bem ao Schiavi, pois saiu de evidência e teve tranqüilidade para se reciclar. Voltou ao time com a lesão do Teco e desde então o Grêmio não perdeu mais e sempre com atuações perfeitas do argentino ao lado de William, mesmo assim, até pouco tempo a imprensa falava na saída dele e a contratação de um novo zagueiro, o assunto foi morrendo e parece que o próprio Schiavi se tornou o reforço na zaga. Mas tem corneteiro na imprensa e na arquibancada, quieto, só esperando uma única falha dele pra soltar um “olha aí ó, não disse?”.
Wilson Souza de Mendonça Jogue esse nome no Google para ver o crédito que este cidadão tem. As expressões que se lê: “Ajudado, Flamengo derrota o Coritiba”, “Revolta contra Wilson de Souza Mendonça...”, “Após erro grosseiro, Wilson Souza de Mendonça é suspenso”, “STJD indicia Wilson Souza de Mendonça” e por aí vai. A atuação de ontem foi só mais uma, o resultado da partida passou diretamente pelas mãos deste senhor. Num mesmo lance mostrou suas duas características, não marcou um pênalti claro no Schiavi e expulsou o Mano Menezes, mas ainda não bastava, anulou o gol do Douglas, dizendo que a bola tinha saído no cruzamento do Kelly, quando não saiu e nem pareceu que saiu. Bom, mas para um árbitro que não vê gol em um lance como este aqui, se compreende porque essas coisas acontecem.
Só não se compreende é porque a Ana Paula Oliveira é afastada por posar nua enquanto este cidadão, apitando desse jeito, continua prestigiado. O que é mais indecente?
Veio do São Paulo o tão aguardado reforço para o ataque: Marcel. O jogador que foi motivo de briga entre São Paulo e Santos pela sua contratação no início da temporada, tem seus direitos pertencentes ao Benfica, já rescindiu o contrato com o São Paulo e chega hoje a Porto Alegre. Vai ser uma briga boa com o Tuta, que está voltando de lesão, é bruxo do Mano, mas agora vai ter que se puxar. Quem ganha com essa disputa somos nós. Não importa quem marque, queremos gols.
Marcel tem boa força física, joga mais fixo na área, mas tem velocidade e segundo ele próprio definiu quando chegou ao São Paulo, tem “faro de gol”. Marcou 30 quando jogava no Coritiba e 32 na Coréia e Portugal, mas no time do Muricy, acabou não tendo muita chance de farejar nem mesmo a bola. Vinha amargando o banco na disputa com Aloísio e Dagoberto.
Tem tudo para ser mais um jogador de qualidade, não aproveitado em São Paulo que acaba sendo recuperado no Grêmio. Uma declaração dada pelo jogador a algumas semanas, quando nem imaginava que um dia jogaria por aqui, mostra que ele tem o perfil de jogador que dá certo no Grêmio:
“Mantendo uma seqüência eu tenho certeza que vou fazer os gols. É que ainda não tive isso ainda no São Paulo. É complicado falar em números, de quantas partidas seriam preciso. O que eu mais quero, sem egoísmo, é fazer gols. Eu até digo que prefiro jogar mal, mas marcar uma ou duas vezes.”
É esse mesmo o espírito. Se chegar aqui falando a mesma coisa, já é gol.
Veja o últimos gols de Marcel no São Paulo. Aqui e aqui. Gols no exterior aqui.
Ficou complicado escrever alguma coisa para esta coluna desde terça. Consternação pelo fato, angústia por não conseguir ver atitudes concretas para o problema da bagunça aérea e a possibilidade de descobrir de repente, que havia algum conhecido no vôo 3054.
Coincidência para uns, destino para outros, a delegação do Grêmio deixou de estar neste vôo na última hora. Mas não foi a mesma sorte de muita gente, 186 vidas perdidas diretamente e sabe se lá quantas por aí, de parentes e amigos, que de certa forma também perderam boa parte das suas.
Ficam aqui os pêsames e respeito às famílias das vítimas, inclusive a família colorada pela perda de seu ex-presidente Paulo Rogério Amoretty.
Mais uma touca
Depois do susto vivido pela delegação, O Grêmio enfrenta um daqueles adversários que a gente a gente olha na tabela da competição e preferia que não estivesse ali. O Goiás, que não chega a ser dos grandes clubes do Brasil em tradição e torcida, mas que em seu estádio, quase sempre nos vence e pra piorar, de goleada. Sim, o Goiás está para o Grêmio como estamos para o Juventude e temos que encarar isso. Menos mal que os outros gaúchos não podem falar nem uma palavra sobre isso. Pois também tem essa touca na cabeça.
Para ser campeão tem que passar por cima destes desafios, como aconteceu em 1996, ano do Bi-campeonato e também da última vitória gremista no Serra Dourada. Para quem não lembra, aí estão os gols de Arce, Zé Alcino e Paulo Nunes.
Mas o Galo mineiro também era uma touca em seu estádio e bem mais velha. Havia 23 anos que o Grêmio não os vencia no Mineirão e sabemos o que aconteceu. Para tirar mais essa touca o Grêmio vai com mais duas alterações, o que continua sendo a praxe até pelo menos o início de agosto. Anderson Pico é mais um júnior que tem nesse problema a sua oportunidade de mostrar serviço entre os titulares. Originalmente lateral esquerdo de pé direito, vai jogar no meio de campo, quebrando o mesmo galho que o Lúcio quebrava. Gavillán cumprindo suspensão dá lugar a Edmílson e Tcheco volta ao time.
Fora de campo, segue o esforço para reforçar o time. Depois de tudo acertado, e mesmo assim, mais uma atravessada do São Paulo, finalmente Eduardo Costa se apresenta no Olímpico nesta quinta. Gustavo Nery saiu da casinha ao pedir R$ 150 mil de salário, mas seguem as negociações.
O Grêmio é um time bom para se falar mal, pelo estilo de jogo competitivo em detrimento ao futebol arte. Mas também é um time bom de se espelhar. Fala-se mal, mas faz-se o mesmo logo depois. O estilo de jogo do Palmeiras vem sendo mais competitivo e menos firulento há algum tempo. Estão aprendendo que futebol arte não enche mais a sala de troféus de ninguém e estão indo muito bem. Lições do tal Luis Felipe Scolari, um vilão do futebol, retranqueiro, arquiteto do anti-jogo, técnico que mandava o time bater. Isso quando estava no Grêmio, claro.
Logo depois a opinião mudou e foi recebido no Palmeiras como um “visionário do futebol moderno”. Desde então o tal futebol arte passa longe do Parque Antártica e ninguém sente falta dele. Se o Palmeiras é candidato ao título hoje, e pra mim é, isso passa por essas lições assimiladas.
Se o jogo de ontem foi feio, o Palmeiras foi quem teve mais “méritos” nisso. Não quis saber de “transformar a lealdade em padrão” em nenhum momento. A melhor atuação foi do juiz. Sim, porque tem que ser muito bom para distribuir sete cartões para um time só, sem expulsar ninguém.
Era mesmo um dia daqueles que as coisas não dão certo. Tipo quando tu já levanta batendo com o dedão no pé da cama. Em dias assim, até as coisas positivas são sofridas, como o gol do Ramón sem balançar a rede (vejam só: consegui escrever “gol do Ramon” no blog). Diego Souza não perderia um gol daqueles, na cara do goleiro em um dia normal.
No segundo tempo, as alterações do Caio Júnior tiveram uma resposta do Mano que também não deu certo. Enquanto o Palmeirense colocou Valdívia e Luiz Henrique, Mano colocou o Edmílson no lugar do Gavillán porque o paraguaio “poderia” ser expulso. O Palmeiras cresceu e ameaçava, mesmo assim o Mano tirou o nosso Peter Crouch Adílson, que vinha bem e colocou o Nunes. O castigo veio um minuto depois. Empate do Palmeiras. Quando Carlos Eduardo entrou o Grêmio pressionou, mas não havia mais tempo pra nada.
Para o próximo jogo contra o Goiás, além do Lucio, que se despediu ontem, também não temos Gavillán. Continuamos assim, desde o início, alternando jogos que jogamos desfalcados com outros que jogamos mais desfalcados ainda. Mesmo assim, com 13 pontos nos últimos 18 disputados o Grêmio vai chegando e com os reforços aparecendo a briga vai ser pelo título com certeza.
A boa notícia do dia foi a contratação do Eduardo Costa para o lugar do Lucas. E vem mais por aí. Jadílson é o nome mais falado. Até o Lucio na saída, deu esse palpite para o lugar dele.
Sexta-feira, 13 de julho. O Dia Mundial do Rock não poderia passar em branco neste blog. Não conheço estádio no mundo com tantos trapos e faixas relacionadas ao Rock. E não é a toa. O Rock é mitológico, pesado, cru, sem frescuras, agressivo, feio quando necessário, idolatrado por uns e odiado por outros. Assim como o Grêmio.
Três vídeos para entender o que eu digo:
AC/DC + Geral do Grêmio “Hard as a Rock” do Ducker.
Passada a pendenga política, de volta ao Olímpico para um sábado que começará com chuva, continuará com uma despedida e se tudo der certo, terminará com o Grêmio na zona de classificação da Libertadores.
Vou parar de começar os textos que antecedem jogos dizendo que o Grêmio vai atuar desfalcado de quase meio time. Quando entrarmos em campo sem deixar ninguém no departamento médico, aí sim, uma novidade. Para o jogo deste sábado contra o Palmeiras perdemos dois, Sandro Goiano e Bruno, mas ganhamos dois, Tcheco e Cadu, mesmo que para o banco. Mas conseguimos empatar com o D.M. pela primeira vez.
Kelly deve entrar no lugar do Sandro. Tendência de time mais ofensivo. Também estou curioso para ver como Kelly se sai começando um jogo pela primeira vez no Grêmio. Na lateral-esquerda, o júnior Thiego arranca temporariamente a placa de “há vagas” e entra no lugar do Bruno Telles.
Mas outro que pode aparecer na lateral é Lúcio, em sua despedida. Aliás, a única dúvida é a posição em que ele vai jogar. O Palmeiras até tentou impedir que o jogador atuasse amanhã, preocupado com alguma zica que pudesse estragar o negócio com o Herta. Cada um com seus problemas. Eles que tirem o pé nas divididas com o Lúcio e acabou o problema.
Lúcio veio, cumpriu e se vai. É mais um jogador vindo do centro do país que o Grêmio recuperou. Ficou meio constrangido com a saída do Grêmio. Passou a semana agradecendo o reconhecimento da torcida e da diretoria, explicando que sai porque tem 10 irmãos que dependem dele e tal. Explicações desnecessárias, já que ele vai e deixa as portas abertas pelo que fez no Grêmio.
Antes de sair, porém, ele deve dar uma passadinha no Beira-Rio e avisar o Ceará e o do Índio que está de saída, os dois estão lá até agora procurando ele.
• Interesses políticos externos de gremistas (não confundir com a política do clube) é uma praga para o Grêmio, que só vai acabar quando nós aprendermos que ao votarmos com a carteirinha de sócio, temos que pensar só no Grêmio e quando votarmos com o título de eleitor, temos que pensar como cidadãos. E não o contrário. Assim, com o tempo, só estarão no Grêmio dirigentes com o único objetivo de ajudar o Clube (Santa utopia).
• No final, contando mortos e feridos, acabamos ficando com o melhor presidente que poderíamos ficar. Aquele que todos queriam. Entre o Odone cuidando da Arena e cuidando do Grêmio, mil vezes a segunda opção. O projeto da Arena não será prejudicado com outro nome ligado a diretoria tocando a Grêmio Empreendimentos.
• Não acredito, como andei lendo por aí, que o Odone vai cumprir o restante do mandato desmotivado. Se somos uma torcida nunca se desmotiva quando as coisas não saem como queremos, como ficar desmotivado na presidência do Grêmio?
• Nas próximas eleições para presidente do Grêmio, já estou estabelecendo meus critérios: Escolher alguém totalmente desvinculado com qualquer partido político e que nunca tenha rebaixado o Grêmio. Será que terei opções?
• O Pelaipe declarou que a demora para anunciar as contratações era um efeito da crise política e da desconfiança dos empresários em relação ao futuro incerto do Grêmio com uma nova direção, que não fosse da confiança da atual. Manteve-se o presidente. Então, agora vai?
• Agora, bola pra frente, todos ao Olímpico no sábado, temos um Brasileiro para conquistar. Os reforços, por hora, somos nós.
Um Grêmio x Atlético feio, amarrado, sonolento, que assisti num boteco, em um sábado frio e chuvoso de inverno, mas com um gol no final que transformou o jogo numa goleada e fez a cerveja descer como num dia ensolarado de verão.
Mas a primeira cerveja não desceu bem. A falta de ousadia do time, o gol salvo pelo Patrício em cima da linha e a lesão do Bruno Telles numa toca de tatu em pleno gramado do Mineirão deixou a minha cerveja com gosto de chá de boldo com dipirona. Para completar, Sandro sofre um estiramento e é mais um para o departamento médico.
A TV mostrava o Mano Menezes berrando para o time sair e o time não saía. A falta de um atacante de ofício também não ajudava o otimismo. Na mesa do lado, um tiozinho já na quarta dose de Steinhaeger queria entrar na TV para pegar o Ramón. Outro lembrava do tempo dele de centroavante no primeiro quadro do Vila Vargas.
Mas no final, apareceu a ousadia que andava sumida durante todo o jogo. Diego entrou na área, driblou um, trombou com dois, ganhou e chutou no canto. Gol brigado, peleado, sinônimo de golaço no dicionário gremista.
Um momento de inspiração e ousadia do Diego Souza. Que bastou para o Grêmio quebrar um tabu de 23 anos sem vencer o Galo no Mineirão, conquistar a primeira vitória fora do Rio Grande e avançar quatro posições na tabela do Brasileirão. Foram 10 pontos ganhos nos últimos 12 disputados, com apenas um jogo em casa nesse período. Numa situação dessas, nunca o lema tricolor, “o que importa é o resultado”, foi tão bem pronunciado.
O pessoal do bar foi indo embora, cada um com três pontos no bolso, esquecendo o resto do jogo, da chuva e do frio. Mas o tiozinho do Steinheager pediu mais um, ia ficar mais um pouco pra dar uma secada no Inter.
Agora, que venha o Palmeiras, adversário direto, com um ponto a mais que o Grêmio na tabela. Casa cheia no Olímpico, onde a torcida não pára de cantar e onde a cerveja nunca é gelada, mas costuma descer que é uma maravilha.
A indicação do Britto para a presidência do Grêmio foi tão polêmica que muita gente pode ter se esquecido que neste sábado tem jogo. Pois tem. E é peleia das boas. Os jogadores estão alheios a toda essa disputa em torno da presidência. E é assim mesmo que deve ser.
O Galo mineiro não vence à três jogos. Até não vem jogando mal, mas o time perde muitos gols, e a torcida, a paciência. Mas cada um com seus problemas. O Grêmio em uma situação inversa, não perdendo a três jogos e conseguindo repetir o time (mesmo que ainda desfalcado) pela primeira vez no campeonato.
Sabendo tirar proveito da situação, vem de Minas com a primeira vitória fora do RS, o que pode nos deixar já nesta rodada na zona da Libertadores, muito antes do que um time tão desfalcado e somente à três rodadas focado só no brasileiro, podia imaginar.
A disputa presidencial vai continuar nos bastidores no fim de semana e volta a discussão na semana que vem. Até lá pode acontecer do Odone voltar atrás, pode acontecer do Britto não aceitar o convite, pode acontecer de ter chapa da oposição e pode acontecer do Sandro Goiano se encher de tudo isso e mandar todo mundo ficar quieto pois quem manda é ele.
É característica do gaúcho desconfiar do consenso, escolher e defender seu ponto de vista, desde o tempo dos chimangos e maragatos. Não ia ser diferente dentro da maior torcida do estado em um assunto tão polêmico. Mas pelo menos por 90 minutos deste sábado a discussão neste ou em outros blogs, no orkut, nos butecos ou até dentro de casa, vai cessar. É o Grêmio entrando em campo.
As três musas das três cores Aí estão três das musas tricolores que explicam o motivo pelo qual os gremistas não se preocupam muito se o futebol vai ser bonito quando o Grêmio joga no Olímpico. O time que busque o resultado. Futebol bonito? Prá quê? Me diz. Entre aqui e escolha qual das três vai representar o Grêmio na escolha da Musa do Brasileirão.
Lucio não se vá Pelo tom das declarações do Lucio, já preocupado em não deixar a torcida do Grêmio chateada, mas confirmando que há uma proposta concreta do Herta Berlim (odeio esse clube faz tempo), fica difícil imaginar um milagre que o faça permanecer no Grêmio. Há uma cláusula no contrato de empréstimo que permite a venda pelo Palmeiras para um clube estrangeiro. Se há uma lição nisso, é de que um pouco mais de ousadia na hora de fechar os contratos não faz mal a ninguém. Se o Lucio sair, junto com um atacante, um zagueiro e um meia, o Pelaipe vai ter que se procupar ainda com um lateral.
Sinuca de Britto Antônio Britto foi indicado para a presidência do Grêmio até dezembro de 2008. Caso não apareça uma chapa da oposição, será aclamado pelo conselho. O Odone vai cuidar do projeto da Arena. Uma atitude mais democrática seria bem mais bonito, mas ficaríamos numa sinuca de bico: Eleger Britto presidente junto com o restante da atual administração ou eleger um novo presidente e com ele toda uma nova administração, bem no meio de um trabalho que está sendo construído? Muito se fala em trampolim político, o que não é novidade e nem exclusividade de nenhum clube do mundo, só sendo muito ingênuo para não enxergar. Esta situação só acontece porque a maioria de nós não sabe separar as coisas na hora de usar o título de eleitor. Enfim, o projeto da Arena estará em boas mãos. Já o Grêmio... É com vocês nos comentários.
Cristian Bonatto, gaúcho de Sapucaia do Sul. Acadêmico de Publicidade e Propaganda na Unisinos, tendo atuado na Área de Criação do Grupo Sinos, House de Marketing das Ferramentas Gerais S/A e na Agência Inside Direct. Em 29 anos de gremismo percorreu boa parte dos rincões gaúchos, brasileiros e sulamericanos com o Grêmio onde o Grêmio estivesse. É um dos milhares de sócios tricolores que preferem entrar pelo portão 10 da Geral, alentando incondicionalmente o imortal.