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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 22/10/2007

    Já que o assunto é matemática



    Experiências equivocadas antes
    e durante o jogo, no momento errado


    +

    Dependência do Olímpico

    -

    Pegada

    =

    Alegria da freguesia.

  2. 19/10/2007

    Um adversário e grandes lembranças



    Grêmio x Flamengo é um confronto que lembra grandes jogos, muitos gols e vantagem estatística do tricolor. Também é um confronto que traz a lembrança dos gremistas muitas alegrias e goleadas humilhantes para cima dos rubro-negros. Lembramos aquele 6x1 na Copa do Brasil de 89, na primeira conquista de uma Copa que viria a nos dar o direito de reivindicar o nosso nome para ela. Os mais velhos que eu, lembram do 5x2 de 78. Também nos vem à memória recente do Tri-campeonato da Copa do Grêmio de 97 no Maracanã lotado. Indigesto para muitos, não para nós. Para ser justo, a parte ruim da lembrança é Zico na final do Brasileiro de 82, porém, mais que vingado na seqüência.

    Por aí segue a história de um confronto que dificilmente reserva um jogo feio, mas justamente este ano, no primeiro turno, reservou. 1x0 para nós com gol bizarro contra, sinônimo de goleada em campeonato de pontos corridos. Foi aí que o Flamengo acabou na zona de rebaixamento pela primeira vez no campeonato. Para este segundo confronto os cariocas melhoraram a posição na tabela e vem embalados por uma vitória em clássico. Há até quem acredite em Libertadores por aquelas bandas, entusiasmo é uma característica flamenguista e até taça apareceu por uma vitória no clássico (neste critério queremos nosso bi-campeonato deste ano).

    A briga do Grêmio é com Cruzeiro, Santos e Palmeiras. Pensando exclusivamente neste campeonato à parte pela Libertadores um empate no Maracanã no domingo não deixaria de ser um bom resultado, mas o Grêmio perdeu este privilégio de não vencer fora de casa. Se o Flamengo vem embalado, teremos que colocar o pé para tropeçarem. Para esta rasteira, o Grêmio segue sem Eduardo Costa, a grande ausência, volta Léo para finalmente completar a dupla dinâmica da zaga com Willian, depois de dois jogos. A única dúvida passa pelo julgamento de Sandro Goiano. Mas aí é aquela história clássica dos pesos e medidas: julgamento pré-jogo contra o Flamengo, jogador deles ganhando efeito suspensivo. Tudo conspira para a teoria da conspiração.

    Para finalizar voltando às lembranças, e antes que alguém diga que as goleadas em cima do Flamengo são coisas do passado, não poderia faltar a mais recente, no Brasileiro do ano passado. Mais uma alegria patrocinada pelo Flamengo. Foi justamente neste 3x0 que carimbamos a vaga na Libertadores.


    Grêmio 3x0 Flamengo – Brasileiro 2006

    Grêmio 1 x 0 Flamengo – Primeiro Turno 2007
    Flamengo 2x2 Grêmio – Final Copa do Brasil 1997
    Grêmio 6x1 Flamengo – Copa do Brasil 1989
    Grêmio 5x2 Flamengo – Brasileiro 1978

    Atualização 1: Maracanã estará lotado, nenhuma novidade ou problema nisso, todo estádio enche quando o Grêmio é o adversário, estamos acostumados a ver isso. O chato vai ser aquelas musiquinhas de gincana de colégio da torcida do Flamengo, mas também é só em escanteio.

    Atualização 2: O Mano não falou nenhuma novidade sobre o Flamengo ter costa quente com a CBF. Foi um benefício muito explícito, aproveitaram o PAN e remarcaram os jogos dos cariocas. Até aí justo. Só que esqueceram de remarcar os do Flamengo. Deu para aproveitar a janela de contratações de agosto, recuperar jogadores, trocar de técnico e até pegar uma praia. Essa é a única vantagem de ser um time sem estádio, pode-se usar isso como desculpa nestes casos.

  3. 16/10/2007

    A pesquisa que realmente
    gostaríamos de ver



    A pesquisa CNT/Sensus que dá uma idéia do tamanho das torcidas no Brasil não trouxe nenhuma grande novidade em relação a outros levantamentos. Mostrou o que já sabíamos quanto a situação aqui no estado, confirmando as últimas edições do Top of Mind: o Grêmio tem, sem direito a choro, a maior torcida do estado. Não adianta o pessoal do Brasil, do Pelotas, do Juventude, do Caxias, do Sapucaiense ou do Cerâmica, reclamar. Com tantos institutos confirmando o que se vê nas ruas, só alguém que acordou ontem de um coma de uns 20 anos pode contestar. Tem mais letreiro a ser retirado por aí, neste caso por estar vencido. A pesquisa mostra que o Grêmio tem a maior torcida do país fora do eixo Rio/São Paulo, crescendo na contramão da lógica, tanto em relação à exposição nos veículos de comunicação do centro do país, quanto ao fato de ter recentemente passado por um momento histórico complicado.
    Legal, mas não é quantidade que nos importa, e sim, qualidade. O gráfico acima, mostra o exemplo de um levantamento que valeria a pena ser feito e que todos os gremistas gostariam de ver. Uma amostra de comportamento de cada torcida em seus estádios, medida por decibéis do início ao fim de uma partida. Algo assim já vem sendo feito na Alemanha, onde os placares registram a medição de som dos estádios. Porém os recordes são medidos apenas pelo som mais alto atingido e não por tempo de duração. O atual pertence à torcida do Schalke 04 que atingiu 151 decibéis em um gol perdido. O exemplo acima é meramente ilustrativo. Os decibéis mostrados são hipotéticos, mas o comportamento comparado no gráfico sabemos que não foge da realidade.
    Mas quem teria interesse num levantamento real deste tipo por estas bandas? Só nós mesmos. Ficam valendo então, as pesquisas que servem para justificar as cotas de transmissões, influenciar em decisões políticas e na representatividade dos clubes na CBF, decidir para qual time um candidato deve dizer que torce nas eleições e qual camiseta os astros pop vão usar por baixo nos shows.

  4. 15/10/2007

    Se fosse fácil não seria o Grêmio



    A torcida compareceu em peso ao Olímpico no sábado, não exatamente no sentido presencial da palavra, pois o estádio não estava cheio. Compareceu fazendo a sua parte mais uma vez, como é de seu costume. Não para assistir ao jogo, mas para participar da peleia. Não sei via um torcedor sequer prenunciando uma goleada ao caminho do estádio e nos bares das cercanias, pois sabemos que as coisas por aqui não caem do céu. O adversário também contribuiu para este pé no chão. O símbolo do Goiás deveria estar ao lado da palavra “encardido” no dicionário. Não só para o Grêmio e os outros times gaúchos incomoda a quase todos os grandes times brasileiros. O inexplicável está em como, nem assim, nunca chegaram nem perto de alguma grande conquista.

    Eles encardiram de novo, mas apesar disto, dos desfalques e do gol logo no início. Não era o momento para um tropeço daqueles e o pensamento comum era de que “não, não vamos perder para o Goiás”. O time foi pra cima, amassou o Goiás dentro de seu campo, mas a bola fazia um doce enorme para entrar. O empate era para ter vindo fácil por Diego Souza, sozinho, mas um toque a mais na bola permitiu a chegada do zagueiro no meio do caminho. Se não deu pelo mais fácil, veio pelo mais difícil. Cobrança de escanteio e Pereirão lá em cima, inalcançável para um goleiro daquela estatura. O massacre continuou com Anderson acertando a trave, Tuta cabeceando muito perto e novamente com Diego raspando a trave. Era questão de tempo.

    Não demorou muito, 6 minutos do segundo tempo, bola na área do Goiás, Tuta e Pereira marcam num gol em sociedade. Todos dizem que foi o Tuta que colocou para dentro, mas mesmo revendo o lance, não dá para ter certeza. 2x1 e alívio. O jogo esfriou um pouco apesar do Grêmio estar sempre mais perto do terceiro, até que Marcel conseguiu a façanha de perder dois gols na cara em menos de 30 segundos. O primeiro, compreensível, fez o certo mas teve azar. Até perdoa-se gols perdidos, o que não pode acontecer é do jogador ficar se lamentando e não brigar pelo rebote como ocorreu nos dois lances.

    Agora, Flamengo, Atlético PR, São Paulo e América fora, vai ter que se tirar alguns pontos daí. Dos jogos contra Náutico, Figueirense e Corinthians em casa, a obrigação da vitória mais uma vez caberá a todos nós. Não será fácil, como nunca é.

  5. 12/10/2007

    "Prá que digam quando eu passe,
    saiu igualzinho ao pai..."


    Uma homenagem a toda criança gremista neste 12 de outubro. Tanto aos que saíram igualzinho ao pai, ou igualzinho a mãe como também às pequenas ovelhas negras de muita família por aí, que se rebelaram as influências. Crianças que invertem a lógica e mesmo com o Grêmio passando por anos difíceis, são responsáveis pelo crescimento incessante da maior torcida do Sul do país.

    Sem esquecer dos gremistas marmanjos de todas as idades, que voltaram a ser criança por um momento, pulando, se atirando no chão, gritando e chorando, nos gols do Renato, no gol do César, no gol do Dinho, no gol do Baltazar, no gol do Ailton, no gol do Cuca, no gol do Nildo, no gol do Carlos Miguel, no gol do Marcelinho Paraíba, No gol do Anderson e por aí vai...

    Na foto, Leonardo, filho da Giovana e do “Mão”, publicitário da Agência Matriz, aguardando a abertura dos portões para o Alentaço no treino do Grêmio no mês passado e levando toda a atençãe de lambuja levando toda a atenço ch do Dinho, No gol do entoo da mulherada presente, incluindo a minha. Nos vídeos abaixo, Alice, filha de Márcio Canto e Karine de Matos, de São Leopoldo. A pequena já é sucesso no Youtube cantando as músicas da Geral. Uma verdadeira aula de alento para muito marmanjo por aí. Um abraço também para o Bernardo de sete anos, grande arqueiro do Colégio N. Sra. de Lourdes em Porto Alegre, que conta com a ajuda e interpretação da avó, a arquiteta Jane Abel, para acompanhar o blog.




    E como diz a Alice, rumo à “Libistadores”!

  6. 10/10/2007

    “A melhor torcida do Brasil”
    Vanderlei Luxemburgo, Bem Amigos (08/10/2007)

    “Tentei avisar o Adaílton, mas o barulho da torcida atrapalhou. Gritei e ele não conseguiu escutar”
    Ávalos, Santos (31/05/2007)


    “Eles começaram a cantar 30 minutos antes do início da partida e não pararam nem um minuto. Mesmo o nosso time melhor em campo a torcida do Grêmio deu um show e fiquei impressionado”
    Ziza Valadares, Presidente do Atlético (05/10/2007)

    "Eram mais de 50 mil colorados e eu conseguia ouvir a nossa torcida cantando"
    Pedro Júnior, final Gauchão 2006, Beira-Rio.

    A hora dos gremistas praticantes




    Ninguém é mais ou menos gremista que ninguém. Uma vez gremista, sempre gremista, até o caixão ou além dele. O que existe é a diferença entre gremistas e simpatizantes do Grêmio, da mesma forma que se diferem petistas ou peemedebistas militantes dos partidários de época de eleição e os católicos ou evangélicos praticantes dos não-praticantes. Perguntando, todos respondem prontamente que são gremistas, mas há uma diferença clara entre o gremismo praticante do gremismo festivo.

    O gremista não-praticante compra camiseta pirata, vai somente aos jogos decisivos. Raramente é sócio, quando é, bastam duas ou três derrotas para ameaçar se desligar do quadro. Corneteia jogadores que ainda nem estrearam, para garantir um futuro comentário de "eu não disse?". Este gremista quer que o Grêmio faça por ele a qualquer custo em qualquer circunstância. Nos momentos ruins ele omite-se da sua parcela de culpa que está querendo ou não, intrínseca ao seu gremismo. E isto não é só característica de torcedor comum. Eles estão em todas as partes, nas arquibancadas, nos camarotes, infiltrados na torcida e no conselho, volta e meia também podem surgir na direção.

    O Gremista praticante, também quer que o Grêmio lhe dê alegrias, mas ao contrário do outro entende que como torcida, faz parte do clube e cada vez mais, do time dentro de campo. Faz pelo Grêmio antes que o Grêmio faça por ele. Se tem condições se associa. Se não tem, muitas vezes chega a deixar o carnê das casas Bahia de lado para ir ao Olímpico. Canta e apóia o tempo todo na social ou na geral. Prefere comprar uma camiseta promocional de algodão na Grêmio Mania do que uma "oficial" pirateada no centro. Organizam excursões vindas de cidades á centenas de kilômetros para jogos que muitos da capital, não acham "interessantes" de ir. Graças á São Lara que nos rege e ilumina lá do céu, cada vez temos mais gremistas e menos simpatizantes, que vão ficando isolados em meio á uma torcida cada vez mais fanática e apaixonada, ao contrário da frieza de uma ou duas décadas atrás.

    Meu pedido, se eu tivesse este direito. Seria para que nesta reta final de campeonato. Os gremistas "das alegrias" deixassem mais espaços no Olímpico para os gremistas "da alegria e da tristeza". Se acha que não vai conseguir segurar o ímpeto de xingar algum jogador, olhando para os lados em busca de alguém que tenha achado graça ou de soltar uma vaia covarde em meio à multidão, fique em casa. Tome sua cerveja corneteando pela televisão, no aconchego do lar, azar daquela vizinha que reclama do barulho, desabafe nos comentários deste blog se for o caso. Pense nisso quando botar a cabeça no travesseiro. Tendo ou não servido algum chapéu.

    A diretoria baixou o preço dos ingressos (Arquibancada: R$ 20, Cadeira Lateral: R$ 30, Cadeira Central: R$ 40). Vai faltar lugar no Monumental. Não é hora de ir ao estádio como um passeio de fim de semana, e sim, com a consciência de que estaremos lá para uma missão, que é mais uma vez fazer diferença e mostrar porque o Olímpico é o último estádio brasileiro onde a torcida tem influência no resultado. Naqueles 90 minutos, apoio incondicional não vai ser apenas uma expressão polêmica para alguns. Mais do que nunca, terá que ser praticada por todos que querem o Grêmio na Libertadores. Quem não gosta de algum jogador, vai TER que gostar. Alguém errou passe, perdeu gol na cara, escorregou, engula o resmungo com cerveja e bola para frente.

    Vão faltar todos os líquidos vendidos no Olímpico e todos os remédios para garganta em Porto Alegre no dia seguinte. Portanto, desmarque qualquer compromisso pós-jogo, ninguém deverá estar em condições de mais nada na noite de sábado.

    Todos os gremistas praticantes ao Olímpico, temos uma missão.

  7. 08/10/2007

    O que a boca fala...



    Todo brasileiro, seja de qualquer time, tem algum grande motivo histórico para comemorar uma vitória sobre o Grêmio. Achando que entendem o significado de imortalidade, acham que matam o Grêmio com uma vitória. Vencer o tricolor por um ou dois gols já é motivo de gritar olé. Daqui a pouco será motivo de feriado, distribuição de chope e camisetas “Meu time 1 x 0 Grêmio, Eu estava lá”.

    Sábado, mais um jogo destes, o Grêmio acabou recuperando outro adversário direto num Palestra Itália que só não teve mais público que no clássico contra o São Paulo. Num sinal de nova presença da bruxa, pudemos ver algumas falhas e escolhas discutíveis de sempre, mas também presenciamos umas anomalias até então improváveis de se ver como, por exemplo, Eduardo Costa chegando atrasado em um desarme e o Saja falhando justamente por não estar pelo menos um passo adiantado como de costume. Com 2x0 nas mãos, o Palmeiras se retrancou, nenhum demérito nisto, e começou um cai-cai cinematográfico, isto sim, patético.

    O Ator principal foi o Valdívia. Já tinha começado a chorar dias antes do jogo. No primeiro ato, se atirou no chão após disputar uma bola na linha de fundo com Léo. Uma interpretação dramática de dar vergonha alheia. Levou cartão? Claro que não. Como criança mimada criada a leite com pêra, levantou e seguiu o jogo provocando e debochando. Um desavisado até acharia que se trata de um grande jogador, mas longe disso. Enfim, “O que a boca fala outra coisa paga” diz a sabedoria popular.

    Situação provocada pelo próprio, que poderia ter sido evitada pelo Tio Chico no apito e não foi. Ninguém no Grêmio tem paciência de monge tibetano e o resultado foi Sandro, Eduardo Costa e Léo com terceiro cartão. Gavillán não joga mais este ano, mas pode botar uma ceva pra ele por minha conta.

    O Grêmio vai chegar na Libertadores 2008, não tenho dúvidas. Depois dos últimos jogos, acho que fizemos uma limpa nos cartões. Não é possível que ainda tenha alguém pendurado. Temos quatro jogos em casa e quatro fora, cinco vitórias bastam, mas o não se pode sair já falando reserva de hotel em Gramado para pré-temporada como foi feito semana passada. Que esta derrota sirva para botar a cabeça no lugar, acalmar os ânimos e voltar ao foco.

    Jamais nos matarão!

    Baby Valdívia

    Como defesa no STJD, o Grêmio deve utilizar essas imagens exclusivas da infância do Valdívia. Já em treinamento ensaio para sua carreira.

    ----------------------------
    Sem saco para aprovar:
    1) Cornetas que ficaram em silêncio até o jogo contra o Atlético e ressurgem do nada após dois resultados ruins. Não é disto que o Grêmio precisa agora.
    2) Forasteiros que tem o Grêmio entalado na garganta e/ou perderam a mulher para gaúcho. Se querem aproveitar a oportunidade de uma derrota do Grêmio para descarregar as frustrações, falem com minha mão.

    Não. Isto não é uma democracia.

  8. 05/10/2007

    Pá e pum



    Pareceu meio desnecessário o Tcheco pedir desculpas pelo comportamento no jogo de quarta. Faltou frieza pro Tcheco naquela hora, mas convenhamos que aquele árbitro requer sangue de barata para se lidar e cabe ao capitão do time essa missão. A bronca no vestiário foi válida e necessária, mas a administração do problema podia ter parado por aí. O jogador sair pedindo desculpas via imprensa fica parecendo bronca de professora quando se brigava no colégio. Aquele “agora vai lá e pede desculpa pro colega” nunca ajudou minha auto-estima. Será que ajuda na de jogador?

    Bonito o reconhecimento do presidente do Atlético, que ainda não conhecia a torcida do Grêmio e acabou se encantando: “Eles começaram a cantar 30 minutos antes do início da partida e não pararam nem um minuto. Mesmo o nosso time melhor em campo a torcida do Grêmio deu um show e fiquei impressionado”. É a Geral dando aula de torcida ao Brasil. Até mesmo os totalmente inversos, adeptos da cornetagem incondicional estão se rendendo e vão arriscar uma versão corintiana do Alentaço que a Geral promoveu na véspera do GREnal, para tentar um ânimo no Parque São Jorge. Preparem-se para as próximas manchetes vindas lá de cima: “Corintianos promovem mobilização INÉDITA de apoio ao Timão”.

    Grêmio x Palmeiras, inevitável o filme que passa na cabeça da torcida cada vez que esta peleja se anuncia. Olímpico, Parque Antártica, 5x0, 5x1, Válber, Dinho, Libertadores, Copa do Brasil, arbitragem, carrinho, voadora, cruzamento, Jardel, etc. Na história dos confrontos, vantagem palmeirense: 30 vitórias, 14 empates, 14 vitórias do Grêmio. Nas partidas recentes, confiança gremista. Não há muito o que se falar, toda projeção e inútil e todo palpite improvável. Lamentável apenas a tentativa de condicionamento da arbitragem, coisa que já virou tradição contra o Grêmio e não surge mais efeito (Ops, por um momento esqueci que estamos no Brasil). Para o jogo deste sábado, a esperada volta de Willian na zaga. Tcheco vai poder pescar como o Mano sugeriu e Anderson aproveita o prorrogação do estágio no meio de campo.

    O último Palmeiras x Grêmio no Palestra Itália:

  9. 04/10/2007

    Guaraná do Amazonas



    Depois de seis vitórias consecutivas dentro do Olímpico o tricolor deixou de conquistar a sétima justamente quando não podia. A vitória que esteve duas vezes na nossa mão, deixaria a situação mais tranqüila para o jogo difícil contra o Palmeiras no sábado. Se até ontem dependíamos somente dos jogos em casa para chegar a Libertadores, hoje não mais, justamente por culpa de um mau resultado em casa.

    Alarmismo também não ajuda. Corneta muito menos. A situação é de muita atenção, mas está longe de ser crítica. Porém o time não pode mais ter momentos de desatenção como vimos ontem. Mano Menezes definiu como “falta de concentração”. Vai rolar bronca e guaraná cerebral do amazonas pra galera. Saja foi mais incisivo e definiu como um jogo que “dava até para perder” da maneira que o time jogou. Poderia ter acrescentado “...se não fosse por mais um milagre meu”, mas por educação e modéstia, não o fez.

    A situação do Atlético está mais difícil que nadar de poncho. Até o empate era ruim para o Galo, por isso, não quis saber de ficar na defesa e veio pra cima. Com os dois times precisando da vitória + um juiz muito fraco e prepotente que, ou não via nada, ou via demais, o resultado foi uma briga bonita de se ver, mas com um resultado ruim para ambos.

    Tcheco e o juiz se estranharam tanto que o Mano teve que tirar o seu jogador dali, o árbitro estava esperando só uma respiração atravessada para o expulsar. Ficou até bravo em não ter conseguido e foi descontar no gandula por algum motivo que naquela altura nem importava. Tuta esteve longe de ser o mesmo dos últimos jogos, quando foi decisivo para as vitórias. A zaga evidenciou o enorme desentrosamento de Léo e Pereira que parecem não terem sido feitos um para o outro.

    Eduardo Costa e Diego Souza foram eficientes como sempre. Sandro, guerreiro como de praxe e cada vez mais preciso nos lançamentos, como no gol do Marcel. Jonas marcou seu segundo gol em três jogos, ganha moral, pois raça nas disputas de bola e habilidade e tem. Marreta entrou com seu tradicional gás, não precisa de guaraná, deve ter caído num tonel quando nasceu. Pena ter ficado nisso.

    Sábado, contra o Palmeiras será difícil, mas nem um pouco impossível buscar estes pontos perdidos. Basta lembrar do último confronto no Palestra. Por via das dúvidas, guaraná do amazonas na bagagem, não é considerado dopping.

  10. 02/10/2007

    10 motivos para estar no
    Olímpico esta quarta



    1) O Grêmio garante vaga à Libertadores vencendo as cinco partidas que restam dentro do Olímpico, independente dos resultados fora. Ou seja, são cinco jogos de pontos corridos onde o clima deve ser de mata-mata.

    2) Principalmente em decisões, o Monumental é o território mais inóspito do Brasil para visitantes. A torcida joga junto e aqui sim, ganha jogo quando quer. Não seja tu, um desfalque.

    3) É início de mês, a maioria está recebendo. Se não é o caso, com um mínimo de vocação para negócios e alguma cara-de-pau se consegue um empréstimo a curto prazo com alguma parceria, parente ou vizinho.

    4) O horário das 20h30m é o ideal para jogos noturnos. Dá para sair tranquilo do trampo e tomar uma cerveja mais gelada fora do estádio. A volta é mais sossegada para quem vem de mais longe e depende de trem ou ônibus. Quem não leva a patroa ao estádio ainda pega ela acordada, cheirosa e não muito brava pelo horário.

    5) O juiz é o trapalhão Wilson Souza de Mendonça, que nos subtraiu um gol legítimo e dois pontos importantes no Serra Dourada ainda no primeiro turno, alegando que a bola tinha saído antes do cruzamento. Não saiu e nem esteve perto de sair. Memória de brasileiro é curta, de gremista não. Olho na bola outro no gato.

    6) Vencemos o adversário no primeiro turno fora de casa, naquele momento o Grêmio embalava após a final da Libertadores mesmo jogando com meio time titular ainda no departamento médico. Hoje o momento é bem melhor para o Grêmio e pior para o Atlético. Um adversário grande, porém cambaleando, é obrigação tirar proveito.

    7) Mesmo se a previsão fosse de chuva, não seria desculpa para ficar em casa. Mas até a meteorologia ajuda: previsão de noite quente e probabilidade de chuva de apenas 20%.

    8) Escapamos de uma pena de até 10 jogos sem mando de campo. Grande oportunidade de aproveitar o alívio e dar mais valor ao fator local. Também para refletir quanto à noção de se levar rojão e foguete para dentro da cancha. A festa se faz com de bobinas, papel picado, sinalizadores, fumaça e gogó.

    9) Estes cinco jogos devem ser encarados como uma pré-Libertadores 2008. Para chegar lá tem que roer o osso agora e não esperar o ano que vem para dormir na fila e aproveitar o filé.

    10) É jogo do Grêmio.

    Foto: www.ducker.com.br

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