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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 20/03/2008

    Grêmio x Sapucaiense, elas não pagam.




    Abertura dos Portões: 15h

    Arquibancada – R$ 20,00
    Cadeira Lateral – R$ 30,00
    Cadeira Central – R$ 40,00

    Em homeagem ao mês da mulher, as mulheres terão entrada gratuita em todos os setores do Estádio (exceto camarotes). Idosos (Apartir de 60 anos) e crianças (12 anos incompletos), também entram na promoção. Nos acessos às sociais e cadeiras locadas, é necessário estar acompanhada de sócios.

    Evite surpresas. Meta um atestado e esteja lá.

  2. 17/03/2008

    Peleia!


    Um jogo de Gauchão como o próprio Gauchão não havia nos oferecido ainda. Todas as peculiaridades de uma partida no interior foram finalmente apresentadas. Rusgas, cotoveladas, solaço, campo pequeno, gramado ruim e esburacado. Vitória garantida no final com gol esquisito de Gauchão pela cabeça do Tadeu. Foi assim que o Grêmio garantiu a quinta vitória de Celso Roth e a invencibilidade na temporada.

    Resultado é o que importa, mas não esconde as falhas. Um jogo onde o gramado obrigou os boleiros a manterem a bola o mínimo possível no solo, acabou evidenciando o problema grave da bola aérea, que vinha sendo escondido pelas vitórias mais tranqüilas. O problema não é individual nem do Pereira nem do Léo, os principais envolvidos. É puro posicionamento, por falta de atenção ou um trabalho específico. Não requer alterações, apenas treinamento.

    A peleia de Santa Cruz também serviu para acirrar a disputa pela vaga do Soares no ataque. Tadeu merece a mesma chance de iniciar dois jogos seguidos ao lado de Perea, como o Reinaldo teve e não aproveitou. Também já está na hora de um experimento com Junior no meio de campo e tirar o grande ponto de interrogação da cabeça de todos em relação a esse jogador.

    A fase experimental continua, mas o tempo está acabando. O desafio fica maior quando se enfrenta equipes em situações decisivas no campeonato. Foi assim contra o Santa Cruz e será contra o Sapucaiense. Aliás, o time da terrinha não se adaptou em mandar os jogos em São Leopoldo e se tornou o kamikaze do campeonato, buscando os resultados fora de casa. Por ser imprevisível, todo cuidado é pouco no jogo da quinta-feira, às 17 horas, com entrada grátis para as patroas.

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    Mais uma grande partida do Paulo Sérgio. É triste, mas tem torcedor incomodado com isso. Gente que coloca a defesa de um pré-conceito acima dos interesses do time e do apoio para que um jogador evolua. “Gremistas” que querem a vitória, mas não com uma boa atuação daqueles que não gosta.

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    Se adaptando a um novo país, quase um ano sem jogar e para completar, como ficamos sabendo agora, com o irmão de 11 anos em estado terminal de câncer. Tentando administrar tudo isso na cabeça, teria de tudo para não render em campo. Mas que bola vinha jogando Julio dos Santos e a gente não sabia. Apoio do clube e da torcida é o mínimo que se pode fazer.

  3. 14/03/2008

    Bom para o caderninho do Roth



    Uma hora iria acontecer. Estávamos mal-acostumados com o Grêmio passeando em campo no Gauchão, quando a lógica seria de dificuldades para uma equipe em fase de testes. Pois aconteceu. O time do Celso Roth perdeu seus dois primeiros pontos no Gauchão, na primeira partida sem vitória do Grêmio no Olímpico este ano.

    Poucas vezes vi uma retranca tão forte e descarada como a do Caxias na noite de ontem. Essa retranca não era só de ordem tática, era uma retranca completa, daquelas de enfrentamento capital x interior nos anos 80. Com direito a espetáculo de cai-cai dos jogadores do Caxias a cada cinco minutos. Só não mandou apagar as luzes e sumir com as bolas por que o jogo era fora, mesmo assim devem ter tentado. Nem o time do ano passado, que veio defender uma vantagem de 3x0 nas semifinais jogou assim.

    O Caxias conseguiu o empate e ainda ganhou cinco linhas neste texto, vamos falar do Grêmio, pois o 0X0 não foi fruto só da retranca adversária, mas também de experiências mal sucedidas. Roth chegou em casa e deve ter anotado em seu caderninho: 1) O lugar do Anderson Pico definitivamente não é o meio de campo, que brigue com o Hidalgo pela vaga na lateral. 2) Roger não é meia-atacante, sua produção cai visivelmente à medida que é jogado mais pra frente. 3) Procurar uma benzedeira para o joelho do Soares. Esta última anotação, sublinhada.

    Faz tudo parte do laboratório, experimentos aproveitáveis e outros não. Roth ainda não encontrou o esquema ideal para o Grêmio, por isso, um jogo onde as coisas não deram certo também se torna importante. A hora disto acontecer é justamente agora. Perdemos muito tempo com vitórias fáceis que escondiam as deficiências da equipe e do esquema.

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    Quem não canta é amargo - Definitivamente, existem as torcidas de escanteio e existe a torcida do Grêmio. Quase meia-noite, 0x0, jogo feio e abaixo de chuva (meus pinos não falham) e o estádio inteiro cantando até o apito final e depois dele.

    Leandro Amaral – Está sendo noticiada a possibilidade do “Príncipe” voltar ao Grêmio. Reforço incontestável, mas vale salientar: A direção nega e mesmo se houvesse algum trabalho de bastidores a transferência é complicada por questões trabalhistas. O Vasco que detém o passe no momento e tem boa relação com o Grêmio, mas esse vínculo pode voltar para o Fluminense a qualquer momento neste imbróglio trabalhista.

    Ducker no Ibest – O trabalho pioneiro e incessante do Ducker, que registra de forma independente o espetáculo de cada jogo nas arquibancadas do Olímpico em fotos e vídeos, está concorrendo ao Prêmio Ibest da internet brasileira. Pra cima deles também, queremos ser campeões de tudo, sempre.

    Solidariedade Tricolor – Por si só a causa é justa, mas também vale ingresso. A torcedora Siane Tshiedel sofre de aplasia medular e precisa de sangue de 12 em 12 horas até o transplante. Quem doar sangue ou medula para a tricolor até dia 20, não paga ingresso contra o Sapucaiense. Elogiável iniciativa do marketing do Grêmio que sabe que solidariedade também é marca dessa torcida.

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    Previsão fácil porque eles são previsíveis. Basta este empate depois de seis vitórias seguidas para começar os faniquitos da cornetagem. Mesmo se o Grêmio já tivesse perdido um jogo, não seria para tanto. Mas quem disse que eles agüentam esperar? Credibilidade é para os fracos.

  4. 10/03/2008

    A parte boa...



    ...É que o Grêmio voltou de Novo Hamburgo classificado com quatro rodadas de antecipação e com nove pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Corrigindo seus defeitos, percebendo outras falhas ao invés de maquiá-las. Talvez a seriedade da equipe seja o mais importante a ser comemorado neste momento. Sem essa de apelido de brinquedinho de parque de diversões.

    Mas parou por aí a parte boa. No balanço, quase não foi negócio a passagem pelo Vale dos Sinos, numa lua de quase 40 graus em um gramado largado às cobras. Vitória com o prejuízo incalculável dos dois atacantes, em seus melhores momentos, lesionados em seus respectivos joelhos esquerdos. Só a ressonância vai calcular exatamente o prejuízo, que deve ser maior com Soares, o pára-raios da vez.

    Não há muito que analisar tecnicamente do jogo de ontem, nem para o Roth testar o que foi trabalhado em sua primeira semana inteira dedicada a treinamentos o embate serviu. Jogou melhor quem estava em melhores condições físicas ou quem não precisou correr: Paulo Sérgio e Pereira no primeiro quesito e Marcelo Grohe no segundo.

    A semana segue, com a expectativa dos exames de Perea e Soares e o jogo contra o Caxias na quinta-feira, desta vez (pelo que indicam meus pinos dos joelhos) abaixo de chuva. Quem mora nas cercanias, não é de açúcar e conseguir convencer a patroa que está indo para um jogo de futebol naquele horário. Que esteja lá.

  5. 02/03/2008

    Baile nas águas de março



    Podem preparar a toga. Perea entregou seu trabalho de conclusão em Letras para a Ulbra no sábado. Já são seis gols de tudo que é jeito em dois jogos. Perea cada vez orgulha mais a Dona Ângela em Cáli e a torcida nos tricolor no mundo todo. O golaço foi um prêmio para o torcedor que nem pestanejou com o toró anunciando as águas de março fechando o verão, bem na hora de sair de casa.

    Chuva boa para o seu Boris e sua respeitável cabeça branca, que via os 10 pila entrando um atrás do outro no seu pátio/park antes da partida. Agradecia a preferência oferecendo uma carona de guarda-chuva até a calçada. Não menos atentos ao marketing de oportunidade, os cambistas criaram um novo setor no estádio: “Olha a arquibancada coberta!”, anunciavam como se alguém não soubesse que no Olímpico, toda a arquibancada é coberta.

    O pé dágua parou, mas a chuva de gols começada na quarta-feira continuou contra times diferentes. Roger foi o primeiro, pois não tinha marcado contra o Jaciara, golaço de bola no travessão-chão-rede. Perea não quis ficar para trás e tratou de dar a letra. Roger então tratou de acabar com a briga, dividiu com o zagueiro, ganhou e entregou pré-cozido para o colombiano-gol, que tocou na saída do goleiro e já nem sabia mais como comemorar, deu um tapa na bandeirinha e era isso.

    Antes, Soares ainda tinha deixado o seu de cabeça, com todo aquele tamanho, no meio da zaga. O dia não terminaria tão feliz para o Soares, chegando em casa com a esposa foi rendido e teve o carro roubado. Ver um cara sair do Rio e ter o carro roubado em Porto Alegre é algo que preocupa a nós todos.

    A goleada em si nem foi o fato mais promissor do sábado e sim a descoberta que a mistura de Roger com Dos Santos na química certa não faz mal, pelo contrário. O Roger das primeiras partidas, só criando jogadas com passes sempre certos e lançamentos inteligentes já era útil, mas agora está visivelmente procurando mais o jogo, arriscando divididas e jogadas individuais. Dos Santos provou que tem sim propriedades de marcação para atuar ao lado de Roger.

    Passado o mau tempo, com chuvas, ventos e trovoadas, o Grêmio mostrou que não tem telhado de vidro. Por mais estranho que possa parecer para quem vê de fora a campanha do tricolor, este time está sim, ainda em formação. Só agora, Roth terá uma semana inteira para trabalhar antes de um próximo jogo, contra o Novo Hamburgo na terra dos Landaus.

  6. 29/02/2008

    Fonte Inconveniente





    Antes era o Limbo. Enquanto o Brasil se divertia nos estádios com seu festival de musiquetas de gincana de colégio, surgia a Geral do Grêmio buscando apoiar o Imortal de forma mais efetiva, intransigente e incondicional, como é o amor pelo Grêmio. De meia dúzia do Portão 18 passaram a milhares no portão 10 e se tornou referência. A imprensa nacional sempre fechou os olhos e ouvidos para o que não está no alcance da visão de suas janelas. Nada mais normal portanto, que a Geral tenha sido percebida pela imprensa gringa antes da nacional.

    Começou a ficar difícil ignorar o que estava acontecendo por essas bandas à medida que seus times de coração voltavam para o eixo com um zumbido no ouvido que não era do avião. Tentativas de cópias da Geral emergiam do RS ao restante do país. O fato teve que ser mencionado, mesmo que não compreendessem direito o que estava acontecendo.

    Talvez por conseqüência da qualidade de ensino no país, os fatores geográficos, históricos e culturais não são levados em consideração. Por essa desinformação mais a conveniência, ficava mais fácil rotular a torcida do Grêmio de argentina, como se este fosse um termo pejorativo num estado geograficamente e culturalmente mais próximo dos castelhanos uruguaios e argentinos.

    Pois o mundo dá voltas e a influência chegou ao centro do país de mala e cuia, mesmo assim a imitação nem é mencionada, pois a fonte se tornou inconveniente. Na cara-dura, o fato é tratado como um novo comportamento que surgiu do nada. Em mais um capítulo do desrespeito, uma matéria em rede nacional esta manhã enalteceu músicas copiadas por torcidas cariocas pela sua (pasmem) criatividade. A fonte foi mais uma vez deixada de lado.

    Podem anotar, muito em breve ouviremos um “Eu sou do Rio! É só olhar pra ver que eu sou do Rio! E dale-dale ôôô”, enaltecido em rede nacional, com legendinha e tudo.

    Para não ficar só na esfera da torcida. Vale lembrar do recente alarido pelas TVs via web de Flamengo e Corinthians. Enquanto a GrêmioTV funciona desde o ano passado.

    E diz-se que o bairrismo é daqui.

  7. 28/02/2008

    Perea. Da abstinência a overdose.



    Agora se explica toda a angústia do Perea em não marcar gols, o cara é um viciado nisso. Como em toda crise de abstinência, teve ataques de raiva e precisou da força da mãe para superar o momento. Mas ao contrário do que se espera dos adictos em drogas, a torcida geral era para que ele conseguisse a sua dose, pelo menos uma, para acalmar o espírito e calibrar a mão. No caso o pé. Consegui um, mas como gol deve ser o cigarro dele, um chama outro e depois outro. Virou overdose e se não o tiram de lá, estava balançando as redes até agora.

    Tudo era favorável para o desencantamento do Perea, vinha jogando bem, tinha o apoio da torcida e todos tinham certeza, sem saber exatamente o porquê, que o gol da tranqüilidade era questão de tempo. O que ninguém, nem ele esperava, é que em um jogo, se tornaria um dos artilheiros do tricolor na temporada. Teve golaço, gol bonito, gol normal e gol chorado. Ironicamente, errou alguns passes, o que não aconteceu nos jogos que não foi às redes. Se for para escolher, que erre passes.

    Considerando a utilidade, acabou não sendo tão ruim ter provocado o jogo de volta. Grande oportunidade de um jogo-treino oficial. Além dos quatro gols do Perea e a artilharia da Copa do Grêmio, Soares também desencantou e Jean marcou na estréia. Tão jogo-treino que o Roth já estava com a cabeça no Gauchão, substituiu Léo por Jean pensando na suspensão do primeiro, testou Hidalgo e prenunciou Dos Santos ao lado de Roger.

    A cena final dos jogadores do Jaciara disputando a camisa do colombiano que lhes metera quatro buchas evidenciou bem a conveniência do jogo para os dois times. Uma noite histórica para os mato-grossenses, conveniente para o Grêmio, importante para o Perea e divertida para a torcida.

  8. 26/02/2008

    Rachão


    (atualizado)

    No Rim
    Metaforicamente para a torcida e literalmente para o Victor, foi a lesão diagnosticada ontem no nosso goleiro. Uma recente sina sarcástica, que espera os melhores momentos dos arqueiros gremistas para atacar. Foi assim também com Galatto, quatro meses depois da defesa de pênalti mais épica da história do futebol. Foi assim, por quatro vezes, sempre que Marcelo pensou “agora vai”. Foi assim com Saja, o milagroso, no mesmo jogo onde se tornou o primeiro goleiro gremista a marcar um gol. Pura zica? Sapo enterrado? Numerologia da camisa 1? Uma maldição cigana deixada pelo Tavarelli? Sei lá viu, não custa investigar.

    Os dias perdidos de Perea
    É uma incógnita como a Zero Hora, teve acesso á transcrição da conversa do Perea por telefone, com sua Mãe na Colômbia, mas reflete exatamente a indignação deste figura consigo mesmo:
    - Foi um dia perdido - queixou-se o jogador, falando do hotel em que mora na Capital.
    - Perdido, não. Sua equipe ganhou o jogo - confortou-lhe a mãe, a 4.804 mil quilômetros de distância.
    - É, mas, pessoalmente, foi um dia perdido. Quando não faço gols, é um dia perdido - encerrou o atacante.
    Mesmo com a escassez, Perea tem crédito com a torcida, não só pela sua importante movimentação e participação em campo, mas também por sua demonstração de inconformismo com a situação. Quando perde gols, sua reação não é a de simplesmente trocar o chiclete de lado dentro da boca. Aliás este, benzadeus, nem curte chiclete.

    A Arena mais moderna do Brasil
    Ficou para março a definição do projeto vencedor para a construção da Arena Tricolor. Este atraso se tornou positivo. Sinal de que as coisas estão sendo tratadas com a seriedade que merecem, em um assunto que mudará nossas vidas, a história do Grêmio e a paisagem de Porto Alegre.
    Sem afobação por uma possível utilização na Copa do Mundo, pois não é este o objetivo principal, foi possível que as empreiteiras concorrentes melhorassem seus projetos em relação aos originais. Agora, ambos no Humaitá, com a demolição do Olímpico (dói escrever isso) só depois da Arena pronta.
    Mesmo sem conhecer exatamente as propostas que serão apresentadas no dia 18, sairemos ganhando com essa prorrogação do projeto mais moderno do país até 2014.

    Correção: Diferente do que pode ser interpretado aqui. A nova proposta da TBZ/OAS ainda não foi apresentada ao Conselho. Portanto, fica impossível uma comparação justa entre as propostas. Tudo o que saiu na imprensa e por tabela foi comentado neste blog é especulação. Uma disputa por um projeto desta magnitude acarreta muito trabalho de bastidores e a mídia sem dúvida influencia em muito. Uma boa assessoria de imprensa sabe disto. Até que o conselho aprecie as duas propostas, desconfie do que ler na imprensa.

  9. 25/02/2008

    Virtude obrigatória, vitalícia e estatutária.



    Quem diria. Este Grêmio, tachado já na pré-temporada de horrível pelos apressados e pela imprensa pilheira, é o líder invicto com folga no Gauchão, fazendo resultados ainda no forno. No entanto, por ser ainda um time em formação (ainda o será sim, por mais uns meses) todos os fatores que estamos vendo, jogo a jogo, desta evolução, devem ser tomados ainda como tendências e não como características definidas. Da mesma forma, outras conclusões vão caindo. Ontem o time mostrou que não é tão refém assim de Roger e Eduardo Costa e a ausência de um atacante de área não compromete tanto a jogada aérea. Como exemplos.

    O fundamento que se torna visível, pois foi colocado duas vezes a prova, é a garra que tornou possível duas vitórias em 125 minutos jogando com 10 jogadores fora de casa. Uma característica que a um bom tempo andava sumida, mas que sua volta não deve ser tão comemorada assim, pois raça e pegada são obrigações vitalícias do Grêmio. Tudo se constrói a partir dela, já deveria estar no estatuto.

    Pereira e Nunes são jogadores remanescentes de uma outra época, que já cumpriram suas missões na história. Mas tem seus limites por isso se tornam alvos. No estágio atual, são free-lancers, entram para tarefas específicas sabendo que mesmo se destacando, não garantem a possibilidade de efetivação. Nunes entrou no Lugar do Eduardo para marcar, e foi isso que fez. Pereira fez mais, já estava se despedindo quando disseram para ele tomar mais um mate. Acabou sendo chamado e surpreendeu. De dispensado será agora opção para Léo e Jean. Sem mais causar tantos calafrios.

    Problema dos bons mesmo se tornou o Wiliam Magrão. De repente um volante de contenção vira artilheiro da equipe. Cite-se a fonte e faça se justiça: Herança do Mancini essa anomalia. Julio dos Santos entrou numa fogueira, sem ritmo, sem condições físicas ideais, sem entrosamento. Foi melhor do que poderia se esperar, assim, sem nada.

    Paulo Sérgio vai se afirmando: velocidade, bons passes e o cruzamento a lá Roger na cabeça do Pereira. No segundo tempo ainda perseguiu um atacante do Esportivo desde a placa das Brasileirinhas até a entrada da área, difícil não fazer a falta, cheguei a ver a gambiarra de pernas e a expulsão. Mas na bola, ele bateu a carteira do cara. Victor protagonizou a cena que infelizmente estamos acostumados, o goleiro titular saindo de maca e o Marcelo indo lá segurar as pontas. Resta esperar os resultados dos exames do Victor e torcer para que só tenha sido um susto.

    De volta a Copa do Grêmio

    Quarta-feira é a vez da filial mato-grossense, que se orgulha de ter sido o estopim da troca de técnico na matriz, ao perder só de um a zero em casa e forçar o segundo jogo. Uma folga no calendário essa semana seria o ouro para o Roth fazer o que ainda não conseguiu desde que chegou ao Grêmio: Uma seqüência mínima de treinos para formatar o time a sua maneira.

  10. 22/02/2008

    O Roger, o Perea e a torcida




    Roger trocou o chinelo por uma alpargata. A desconfiança ainda vai permanecer por algum tempo e é até bom que seja assim. O que se ouvia no começo era “Só para dar uns passes de qualidade não me serve”, depois o comentário passou a “Só faz gol de pênalti”. A maior marcação sempre vai ser da secação. A verdade é que o Roger "até" faz gol, mas não é essa exatamente sua labuta, a quem vem operando muito bem. Ontem, cumpriu suas funções, que agora incluem todas as bolas paradas, Consequentemente veio o gol de pênalti. Afinado com Perea, recebeu deste um passe de calcanhar para chutar no travessão e uma bola redondinha para marcar um golaço. A meta agora tem que ser a regularidade.

    Chega a ser engraçada a reação do colombiano quando perde os gols, se tivesse um chapéu igual ao do seu madruga, jogaria no chão e pularia em cima. No entanto, tem compensado a falta de gols com atuações cada vez melhores e uma boa parceria com Roger. Os dois têm se procurado em campo desde o jogo contra o Novo Hamburgo. Ontem apenas se se inverteu os papéis, Perea de garçom e Roger de matador. Calma Perea, o gol vai sair e depois será rotina. Só não pode se atucanar.

    O gol do Perea até saiu, mas foi mal anulado pelo juizão. Aliás, o Vuaden não deve ter tido uma boa noite de sono na véspera, estava dormindo em campo, não viu o bandeirinha assinalando impedimento e só foi acordado pela torcida, não viu o jogador do Esportivo impedir uma cobrança de falta do Eduardo (falha que quase resultou em gol do time da serra). Claro que naquela velocidade do Perea, não ia ver também que ele saiu de trás da zaga.

    15 mil pagantes, com ingresso mais caro numa quinta-feira e em horário mais propício pra uma Tia Carmem do que para futebol. Mas por mais que queiram transformar o futebol em um show de TV, não adianta, essa torcida é guerreira. Estava lá e como de praxe, não parou de cantar nem no gol do adversário.

    Com a tabela espelhada, uma espécie de jogo de volta contra o nada bobo Esportivo em Bento no domingo, sem o cão de guarda Eduardo Costa, suspenso pelo terceiro cartão, ossos do seu ofício. Roth sabe que ainda há muito que ajustar, principalmente as finalizações e involuntário recuo pós vantagem no placar. Problemas comuns em um re-re-começo de trabalho. Sendo ajustados, farão a frase “Este ano nos reserva alegrias” deixar, aos poucos, de ser um delírio.

Cristian Bonatto, gaúcho de Sapucaia do Sul. Acadêmico de Publicidade e Propaganda na Unisinos, tendo atuado na Área de Criação do Grupo Sinos, House de Marketing das Ferramentas Gerais S/A e na Agência Inside Direct. Em 29 anos de gremismo percorreu boa parte dos rincões gaúchos, brasileiros e sulamericanos com o Grêmio onde o Grêmio estivesse. É um dos milhares de sócios tricolores que preferem entrar pelo portão 10 da Geral, alentando incondicionalmente o imortal.

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