GloboEsporte.com

Blogs e Colunas

Vanderlei Luxemburgo

Topo do Blog
  1. 14/04/2008

    A corda arrebentou para o outro lado



    Notícias não são para ser lidas, notícias são para ser interpretadas. Quem simplesmente lê a notícia da troca substituição de Pelaipe por André Krieger na função de mandar prender e mandar soltar no futebol do Grêmio e a manutenção de Celso Roth no comando técnico do tricolor pode chegar a uma conclusão simplista de que nada mudou. Já quem interpreta a notícia, presta atenção nos desdobramentos e entrelinhas vai ver que não é bem assim. Mudou a lógica, o que é mais difícil.

    A cultura do futebol era intransigente na regra de que, em momentos de crise, substitui-se o treinador e se mantêm os jogadores. Foi contra essa regra, ainda mais forte pelo senso unânime da torcida, que André Krieger chegou invertendo a lógica. Justamente a lógica que ninguém queria ver mudada, não agora. Foi um peitaço, Krieger tirou a batata quente das mãos do Roth e pegou para si. Não acredito que tenha sido totalmente por convicção no trabalho do Roth como está escrito. Nenhum gremista pode ter essa convicção depois do que vimos na semana passada. Já a interpretação leva a crer na falta de opções e a necessidade de pagar três técnicos ao mesmo tempo como respostas mais ingeríveis.

    O que pode ser interpretado ipsis literis, por ter se ouvido da boca do presidente Paulo Odone e também do novo diretor de futebol é que haverá reformulação em pelo menos metade do grupo de jogadores. Isto é o óbvio e foi isso que foi dito (ponto). Divulgar listas de possíveis reforços, baseados no futuro do pretérito é interessante para se vender jornal e para empresários veicularem seus produtos, mas nem um pouco interessante para as negociações do Grêmio. Alerta os gansos e cria expectativas na parcela da torcida que lê sem interpretar.

    Desta vez a corda arrebentou em outro lado, mas continua bamba para o lado do Roth. Tomara que a decisão seja a acertada, que todos nós queimemos a língua e tenhamos descoberto, através da inversão da lógica, uma nova solução em gestão de crises no futebol. Olha só Odone, um bom nome para palestras.

    Tomara.

  2. 10/04/2008

    Diversas reações adversas



    No início desta madrugada a torcida do Grêmio usou o que sobrou de voz após quase duas horas e meia de alento para gritar cinco palavras que resumem um recado bem direto e que estava sendo mal compreendido. O apoio que vem das arquibancadas é para a camisa do Grêmio em campo, no momento do jogo, em quaisquer adversidades, seja tempo ruim, estádio adversário, juiz, lesões, expulsões ou mesmo desatinos de técnicos e dirigentes. Só que esse apoio incondicional à camisa do Grêmio em campo estava sendo interpretado como conivência para desmandos. Foi preciso aquelas cinco palavras, em uma reação adversa, como se fosse um desenho, para que isso fosse bem entendido.

    Também no início da madrugada quem estava em casa ou voltando do estádio queria ouvir a reação do presidente Paulo Odone, mas ela também foi adversa ao mínimo que todos esperavam: o mesmo pulso firme e agilidade demonstrado na demissão do Mancini, e que agora sim era importante. Só que para o presidente, naquele momento, era mais importante falar da Arena, do centro de treinamentos e até mesmo de palestras que promoveu, do que demonstrar alguma atitude como presidente do Grêmio.

    No início da madrugada ninguém mais queria saber o que o Roth ia dizer, mesmo assim, conseguiu causar espanto ás paredes que ainda o ouviam com um festival de prepotência, demonstrando certeza de que não tinha culpa nenhuma do que aconteceu, interpretando as duas eliminações como simples derrotas em sua estatística no Grêmio além de uma confiança delirante de que continuará como técnico do Grêmio, inclusive traçando planos táticos a trabalhar nos 30 dias que acha que tem até a estréia no Brasileiro.

    Já aquela altura da madrugada, por incrível que pareça, as melhores palavras foram do Pelaipe, quando acenou com a possibilidade de pedir o chapéu. Finalmente ouvindo e assimilando um pedido dos torcedores, depois de tantos outros diferentes anseios ignorados. Pelaipe foi importante em um momento específico da história do Grêmio, mas tem se demonstrado incapaz de pensar o Grêmio no tamanho que ele realmente é.

    Também no início da madrugada, cheguei em casa e postei aqui o que ouvi desde o final do jogo até em casa. Foi a minha reação adversa. Se decepcionei alguém que esperava de mim palavras de conforto, sinto muito, mas não é de mim que devem cobrar isso. Se esperavam de mim serenidade numa hora dessas, me desculpem, mas não sou um monge. Se esperavam um enfoque editorial frio e profissional, desculpe é só ler o perfil aqui do lado para ver que não sou jornalista.

    Portanto...

    Hei Pelaipe!

    Deu.

  3. 07/04/2008

    Tópicos desorganizados que colocados no lugar certo formariam um texto



    A Falta de Planejamento – O pior de tudo que se pode sentir depois do fiasco de ontem é a sensação de tempo perdido. A saída de Roth não resolve esse problema, foram sucessivas decisões mal sucedidas encobertas por um aproveitamento bom apenas nos algarismos. Um sujeito desempregado no buteco bebendo o bolsa-família enquanto espera a mulher sair do hospital com o décimo terceiro filho nos braços tem mais planejamento que a direção do Grêmio em 2008.

    A audácia da filial – Uma das formas de explicar o inexplicável é passar o mérito para o adversário. Não vou apelar para essa forma confortável de encarar as coisas, até porque não acho que o pessoal que acessa esse blog tenha cara de palhaço. O Juventude continua sendo a filial, um time de um só jogador em um clube pequeno de torcida ainda mais. Apenas encontrou tudo preparado para a maior conquista de sua história.

    Quem não teve culpa – Entre os adversários que o time do Grêmio teve em campo ontem, estava o alterego de professor Pardal do Roth. Apavora perceber que sua criatividade não tem fim. A culpa da morte do paciente não é do marceneiro a quem deram o bisturi. Assim como não é culpa dos jogadores serem colocados no lugar errado na hora errada pela pessoa errada. Estão livres de culpa tanto os que deveriam estar em campo e estavam no banco, como vice-versa. Assim como os laterais invertidos e meio-campo que virou atacante.

    Quem não está livre de culpa – Mesmo com os desatinos do nosso técnico, mesmo com o pulso-firme sem critério da direção, com os minutos que faltaram no relógio providencial do Coruja e os três jogadores que faltavam, não há dúvidas de que o empate e a classificação viriam se toda a torcida soubesse os alvos e momentos certos para protestar. Enquanto metade tratava de empurrar o time para frente outros tratavam de criar a sua parte de dificuldade. Estão de parabéns 90% de quem estava na Geral e 5% de quem estava na Social. Os outros causam vergonha alheia.

  4. 03/04/2008

    Não poderia ser em outro lugar



    Alguns sacaram outros não, mas o texto da quinta-feira foi irônico na sua maior parte. Pelo menos deveria ter sido. Mesmo que as evidências do desconhecido saltem aos olhos, é melhor deixar o enfoque “forças ocultas” de lado, sob pena de pararmos todos no São Pedro. Façamos de conta que aquele toró inesperado em uma região seca, os três jogadores sacados por lesão e o time com dez jogadores em campo por não ter mais como substituir tenha sido tudo culpa do acaso, assim como o histórico de vexames no Serra Dourada.

    Vamos nos ater ao que é físico, terreno e deste plano. A derrota de ontem começou muito antes de o time viajar a Goiânia, com os experimentos que foram prematuramente julgados como positivos. Se a lógica do jogo de ontem era manter a posse de bola o máximo possível, Rudnei e Nunes eram a incoerência em campo. Rudnei fez uma boa partida contra o Juventude, mas Julio dos Santos em seus piores dias segura a bola e arma com muito mais eficiência. Nunes é guerreiro e sabe marcar, mas na maioria dos desarmes, a bola acaba voltando para o adversário nos segundos seguintes.

    Mas as coisas até que vinham dando certo com Nunes e Rudnei. A casa caiu mesmo foi quando as lesões de Nunes e Pico tiraram o direito de Roth mexer no time. Teve que reconfigurar a equipe a partir dos problemas e não pela solução. Passou ao 3-5-2 com Hidalgo no lugar do Anderson, mas o Hidalgo não apoiou como o Pico e acabou atraindo o adversário. Outro fator decisivo foi a combinação de um campo absurdamente grande, um gramado alto e molhado e uma bola pesada que anulou a jogada aérea. Todas as bolas lançadas na área vinham por baixo, inclusive nos escanteios e mesmo pelos pés de quem sabe chutar, como o Roger.

    Cabe ao Grêmio agora esquecer o que aconteceu ontem por que de nada serve como parâmetro para um jogo completamente diferente que será o do Olímpico. As coisas começaram a mudar ainda no Serra Dourada com o gol peleado na adversidade, bem característico do Grêmio, pelos pés do Roger. Gol que nos livrou de ter que exercer a imortalidade contra um Atlético Goianiense no jogo de volta. Um a zero nos basta, nada que um pouco de alento e as “forças” do Olímpico, não sejam capaz de dar conta. Claro, menos invenções também ajudam.

    ---------------------

    Tem que se destacar Roger e Paulo Sérgio, pela defesa da causa em campo. Alheios às condições do campo e as dificuldades criadas. O primeiro mais que marcar o gol, chamou a responsabilidade de ir para as divididas e desarmar, além do seu papel de criação. O segundo, se errou alguma vez, foi por ter que fazer de tudo, estava em todas as posições do campo o tempo todo.

  5. 01/04/2008

    Forças Ocultas



    Futebol é um esporte onde equipes de onze jogadores se enfrentam e a melhor e mais preparada vence. Certo? Errado. Talvez xadrez seja assim, futebol não. Por isso preferimos futebol, esse esporte onde a lógica é desafiada e debochada pelas forças ocultas que o regem. Deixa até de ser um esporte, é uma prática, onde somos todos seguidores de seitas que já nos foram escolhidas antes da concepção. Quem quiser acreditar que foi influência do pai ou da mãe, sinta-se á vontade.
    Seja a batalha dos aflitos, a maldição dos goleiros do Grêmio, o piriri do Ronaldo na Copa de 98, a caganeira do Marcinho, a virose no aterro, os gols do Túlio, o karma dos vermelhos contra os verdes, "quase" nada acontece sem a anuência das forças. Quase, Grêmio x Juventude sempre será o último foco de resistência da lógica.

    As forças no Olímpico

    Pereira não dormiu renegado e amanheceu indispensável simplesmente porque vestiu uma calça de moletom, colocou a trilha sonora de Rocky Balboa em seu ipod e saiu correndo com crianças em volta pelo pátio do Olímpico. De jeito nenhum. Foram as forças que quiseram. Paulo Sérgio não passou a jogar bola quando acessou o Orkut com seu perfil fake do Cafu e viu os comentários irônicos da torcida, baseados em suas atuações no Palmeiras. Não, novamente as forças.
    Rudnei, voltando sem clube da dispensa do ano passado, não foi retirado da geladeira e colocado no lugar de um Julio dos Santos em ótima fase, porque o Roth ficou louco. Não, foi obra das forças. Da mesma forma que não foi por teimosia do treinador que Reinaldo permaneceu no ataque por cinco jogos até desencantar. Não, Roth até queria dar mais chances a Tadeu e Jonas, mas as forças não deixaram. Tinham ainda muitas línguas para mandar à fogueira, inclusive a deste blogueiro. Já o Nunes, bom. Deixa assim.

    Contra as forças do Serra Dourada

    É contra o incógnito e por isso perigoso Atlético goianiense e também contra as forças ocultas do Serra Dourada, a maldita masmorra tricolor (e gaúcha) que o Grêmio entra em campo nesta quarta. Sem dúvida, a primeira pedreira no caminho do Grêmio nesta temporada invicta. Um adversário com pouca tradição fora de Goiás, que justamente no prenúncio deste enfrentamento, chega com uma invencibilidade de sete jogos. Seis de goleada. Até que ponto goleadas no Campeonato Goiano ou invencibilidade no Gauchão são parâmetros contra as forças?

    Achou tudo isso uma viagem? Que eu bebi numa manhã de terça-feira? Que podem preparar minha camisa de força? Ache então as suas próprias explicações e tente ser lógico por sua conta e risco.

    site stats

  6. 31/03/2008

    Grêmio x Juventude



    Vencemos.

    --------------

    Texto sobre Grêmio x Juventude se junta à matéria sobre o primeiro nascimento do ano, resenha sobre o especial do Roberto Carlos, chamada para Alan Quatermain e As Minas do Rei Salomão na sessão da tarde e cartão de natal nas coisas nas coisas que não consigo escrever sem ser superficial e/ou chato e/ou banal e/ou repetitivo e/ou hipócrita. Qualquer outra coisa é interpretada por soberba, como na tentativa de ontem.

    Boa semana.

  7. 28/03/2008

    A nova era e o novo Grêmio



    Era pedra cantada. O Conselho Deliberativo escolheu o projeto do consórcio TBZ/OAS e o Bairro Humaitá para a construção da nova casa tricolor. A Arena mais moderna do país em uma escolha quase unânime e em um processo absolutamente transparente. Tudo compatível com a grandeza do clube primeiro colocado no ranking nacional.

    Os conselheiros entenderam que a Azenha já não comporta mais o tamanho do Grêmio e principalmente da sua torcida, única por crescer incessantemente indiferente da situação do time dentro de campo ou momentos bons e ruins. O Olímpico velho de guerra palco de batalhas épicas, é igualmente imortal. Fica na lembrança de milhões de gremistas e suas histórias passarão de geração para geração. Tendo ou não aprovação do vaticano, beatificaremos o Olímpico.

    O Grêmio dá um passo á frente na história, os padrões nacionais de estádio e receita já não servem como referência para o futuro do Grêmio como clube historicamente reconhecido mundialmente. O Grêmio deixará de ser refém de receitas incompatíveis com a necessidade do clube. Que não se resumirão mais a patrocínio, quadro social, venda de jogadores e cotas desiguais de televisão.

    O Grêmio levará anualmente 65% dos R$ 56 milhões estipulados com o Complexo nos 20 primeiros anos e a totalidade do valor na seqüência. Imaginemos que estas cifras tenham sido supervalorizadas e que na prática, venha a ser a metade. Mesmo assim, o Grêmio terá, só com o complexo, uma das maiores - senão a maior - receita anual entre os clubes do futebol brasileiro. Isso desemboca necessariamente naquilo que nos importa: times compatíveis com o tamanho do Grêmio, da torcida e da Arena.

    Vai ser difícil segurar a impaciência da massa gremista com todas essas perspectivas, mas construir uma Arena desta magnitude não é como colocar pão no forno. Serão quatro longos anos entre o próximo passo da assinatura do contrato até a inauguração. Nem adianta ir até a obra cornetear os pedreiros para trabalharem mais rápido, não se trata de um remendo. Nada no Grêmio é conquistado com facilidade e não será diferente com a Arena. A nova casa tricolor não é só para nós, será motivo de orgulho para nossos filhos e netos.

    Novas imagens e mais informações aqui.

    --------------------

    Grêmio x Juventude

    Mesmo que o assunto tenha ficado justificadamente um pouco escanteado, temos jogo neste sábado contra a filial pelas quartas-de-final do Gauchão. A novidade é que foram destinados 9 mil ingressos para a torcida do Grêmio no Centenário, não é proporcionalmente o ideal em termos de percentual de torcida em Caxias, mas já é uma evolução. Ou seja, bastou precisarem de dinheiro para acabar toda a lenga-lenga de movimento anti-grenal.

    Pereira se lesionou no treino de ontem e não joga. Perea que atuou pela Colômbia na quarta treinou e está confirmado, Léo e Hidalgo também voltando de jogos com suas seleções não treinaram, mas devem jogar. Todos os atacantes do grupo já marcaram mais que Reinaldo, mas ele continua prestigiado e faz a dupla com Perea.

    Caxias será copada, como nos velhos tempos.

  8. 27/03/2008

    22 minutos de oportunidades


    Uma primeira fase que serviu mais como laboratório chega ao fim. Agora é só mata-mata no Gauchão e na Copa do Grêmio até o Brasileirão. Na última chance de testes, Roth serviu um mexidão com tudo que não havia sido experimentado ou precisava de mais tempero. Em 22 minutos os aspirantes do Grêmio fizeram o seu trabalho em Campo Bom. Não só mantiveram a invencibilidade do Grêmio, como deram uma força para aumentar o saldo de gols do tricolor no pré-gauchão.

    Jonas foi quem mais aproveitou a chance. Primeiro pegando no ar o cruzamento de Pico e mandando a bola no ângulo e depois, superando Tadeu em gol esquisito, lançou para o mundo uma nova modalidade: o carrinho de cabeça. Vale e foi prá conta. Jonas precisava desses gols, o bonito e o nem tanto. Mais necessitado ainda estava Reinaldo e na quarta chance seguida que recebeu do Roth marcou o seu gol. De pênalti, mas também vale e foi prá conta.

    Era mesmo a noite dos necessitados. Sem Paulo Sérgio, Roger e Hidalgo por perto, Anderson só queria uma falta para bater e ela apareceu bem no lugar onde ele escolheria se pudesse. Mandou um tele-guiado que desviou da barreira, depois do goleiro e foi parar no ângulo. Uma noite de chances de ouro para quem soube aproveitar. O único que não precisava tanto é o Nunes, pois técnico após técnico, continua bruxo e segue como eterna primeira opção do banco.

    Com os 4x1 que podem ter fechado as portas do time de Campo Bom garantidos no primeiro tempo, até os reservas se deram o luxo de tirar o pé do acelerador na etapa final. O 15 tentava alguma coisa na canelada e o esporte passou de futebol para balonismo. Descansados e treinados, voltam os titulares para o verdadeiro começo do Gauchão. O mata-mata nosso de cada dia, sábado na Serra contra o Juventude.


    ------------------------

    O Futuro ao Vivo – A GrêmioTV transmite ao vivo, às 20h, a reunião do Conselho Deliberativo que decidirá o projeto e o local para a nova Arena. Acesse www.gremiotv.net, ouça os argumentos, torça para seu projeto preferido, xingue ou mude de idéia. O importante é que teremos a chance de fazer isso.

  9. 26/03/2008

    O futuro do Grêmio e de Porto Alegre
    nesta quinta



    Porto Alegre está de aniversário e o clube que mais projetou a cidade nos seus 236 anos bate martelo amanhã para decidir onde e como será o presente. O que se sabe é que será o estádio mais moderno do país e mudará a paisagem da capital.

    Talvez a reunião do conselho mais importante da história do Grêmio. Por esta importância estarão lá os conselheiros que trataram de analisar, esmiuçar e debater o projeto, mas também aqueles que usam a condição de conselheiro como trampolim social e/ou político.

    Uma reunião tão importante que deveria ser realizada no gramado do Olimpico com portões abertos à torcida. Populismos á parte esperemos que os nossos - bem ou mal - representantes tenham refletido que se chegou a hora do Olímpico se aposentar, tem que ser muito bem substituído.

    O fiel da balança entre os projetos da TBZ e da Odebrecht tem que ser necessariamente o retorno financeiro que a nova Arena trará ao Grêmio, a valorização da torcida com condições de alento e conforto e as tradições do imortal. Detalhes pirotécnicos e interesses pessoais quanto à localização devem ser deixados de lado. É a nossa vida que está em jogo.

    --------------------

    Mas na véspera, tem até futebol. Os reservas do Grêmio enfrentam o 15 em Campo Bom na condição de coveiros do time do Vale dos Sinos, rebaixado e discutindo a viabilidade de continuar no profissionalismo. Para os aspiras do tricolor, apenas a missão de manter a invencibilidade dos titulares, que descansam ou se recuperam providencialmente para a mini-maratona que vem na seqüência, com as próxima fases da Copa do Grêmio e do Gauchão.

  10. 23/03/2008

    Jogo do Erro



    Entre as duas imagens, muitas diferenças e um grande erro. Quem encontrar não ganha prêmio algum. Nem mesmo um plano de saúde.

    Será que o investimento de tal “patrocinador” é tão alto que cobre esse prejuízo?

    Imagens: Ducker

Cristian Bonatto, gaúcho de Sapucaia do Sul. Acadêmico de Publicidade e Propaganda na Unisinos, tendo atuado na Área de Criação do Grupo Sinos, House de Marketing das Ferramentas Gerais S/A e na Agência Inside Direct. Em 29 anos de gremismo percorreu boa parte dos rincões gaúchos, brasileiros e sulamericanos com o Grêmio onde o Grêmio estivesse. É um dos milhares de sócios tricolores que preferem entrar pelo portão 10 da Geral, alentando incondicionalmente o imortal.

2000-2007 Globo.com. Todos os direitos reservados.